domingo, 21 de outubro de 2012

Estudo para obreiros

No feriado do dia 12 de outubro a Assembleia de Deus Nova Betania (Ministério de Caetés) foi marcada pelo estudo de obreiros ministrado pelo Pr. Vladimir Calisto (Diretor do Instituto Evangélico de Educação e Cultura) e pelo Pr. José Mário da Silva (Presidente da Assembleia de Deus Ministério de Caetés). O estudo foi dinâmico, contando com uma excelente participação da igreja que mostrou-se muito interessada em aprender a Palavra de Deus.

Os temas abordados foram:

Pr. Vladimir Calisto“REPENSANDO A CHAMADA”

Objetivo: Repensar e refletir que o Senhor nos chamou para a sua obra, e que isto é um grande privilégio, pois se somos chamados é porque Ele acredita em nós, nos valorizando e nos capacitando para trabalharmos em prol do Reino. Com efeito, além de participarmos de um árduo trabalho, também gozaremos de grandes vitórias, tanto coletivas (para igreja) como individuais onde o obreiro recebe bênçãos espirituais e materiais, experimentando assim, uma maior comunhão e intimidade com nosso Deus.


Pr. José Mário da Silva - “COMPROMISSO COM A CHAMADA”

Objetivo: Analisar o grande privilégio ser chamado para obra de Deus, e de lembrar que seremos recompensados. Abraçar a grande responsabilidade que é ser um obreiro na casa do Senhor, e de que temos que ter um compromisso de servi-lo com excelência. Além do compromisso com Deus, temos compromisso com a igreja, nossa família e com a sociedade.



Confira as fotos do evento:


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pensado sobre o chamado eclesiástico





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EDITORA FIEL  - DEVOCIONAL DO MÊS
 Edição 15 http://ih.constantcontact.com/fs031/1102459560935/img/570.jpg Setembro 2012 

Não se Contente com sua Pregação Medíocre 

Paul Tripp
  
Nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. 
1 Thess 1.5

Quero examinar um lugar onde há demasiada mediocridade na igreja de Jesus Cristo: a pregação. Por cerca de 40 finais de semana por ano eu estou com alguma parte do corpo de Cristo em algum lugar do mundo. Muitas vezes, não sou capaz de sair no sábado e, por isso, vou assistir ao culto da congregação local (quando não estou programado para pregar). O que estou prestes a dizer provavelmente vai me encrencar, mas estou convencido de que precisa ser dito. Estou triste e angustiado por dizer isso, mas já estou cansado de ouvir palestras teológicas chatas e mal preparadas, dadas por pregadores não inspirados, lendo manuscritos, e tudo isso feito em nome da pregação bíblica.

Não estou surpreso que as mentes das pessoas divaguem. Eu não estou surpreso que as pessoas têm lutado para se manter atentas e despertas. Estou surpreso que mais não têm. Eles têm sido ensinados por alguém que não trouxe as armas apropriadas para o púlpito, a fim de lutar por eles e com eles. A pregação é mais do que regurgitar seu comentário exegético favorito, reformular os sermões de seus pregadores favoritos, ou remodelar as notas de uma de suas aulas favoritas do seminário. É trazer as verdades transformadoras do Evangelho de Jesus Cristo de uma passagem que foi devidamente compreendida, convincentemente e praticamente aplicada, e entregue com a ternura envolvente e a paixão de uma pessoa que foi quebrantada e restaurada pelas verdades que ela irá comunicar. Você simplesmente não pode fazer isso sem a devida preparação, meditação, confissão e adoração.

Simplesmente não dá para você começar a pensar em uma passagem pela primeira vez no sábado à tarde ou à noite e dar o tipo de atenção que ela precisa. Você não será capaz de compreender a passagem, de ser pessoalmente afetado e de estar preparado para dá-la aos outros de uma forma que contribua à contínua transformação deles. Como pastores, temos que lutar pela santidade da pregação, ou ninguém mais o fará. Temos que exigir que os afazeres do nosso trabalho permitam o tempo necessário para se preparar bem. Temos que arranjar tempo em nossas programações para fazer o que for necessário para cada um de nós, considerando nossos dons e nossa maturidade, estejamos preparados como porta-vozes para nosso Rei Salvador. Não podemos acomodar com padrões que denigram a pregação e degradem a nossa capacidade de representar um Deus glorioso de uma graça gloriosa. Não podemos nos permitir estarmos muito ocupados e distraídos. Não podemos estabelecer padrões baixos para nós mesmos e para aqueles a quem servimos. Não podemos nos desculpar e acomodar. Não podemos nos permitir espremer mil reais em preparação em poucos centavos de tempo. Não devemos perder de vista Aquele que é Excelente e a excelente graça que fomos chamados para representar. Não podemos, porque estamos despreparados, deixar Seu esplendor parecer chato e sua maravilhosa graça, ordinária.

A cultura e disciplina que envolve a nossa pregação sempre revelam o verdadeiro caráter de nossos corações. É exatamente aí que a confissão e o arrependimento precisam acontecer. Não podemos culpar as exigências de nosso trabalho ou nossa ocupação. Não podemos apontar o dedo para as coisas inesperadas que aparecem no calendário de cada pastor. Não podemos culpar as demandas da família. Temos que humildemente confessar que a nossa pregação é medíocre e que não está subindo ao patamar para o qual fomos chamados. Nós somos o problema. O problema é que perdemos a nossa admiração, e com essa perda nos acomodamos em apresentar a excelência de Deus de uma forma que não é nada excelente. Qualquer forma de mediocridade no ministério é sempre um problema do coração. Se isso o descreve, então corra ao seu Salvador em humilde confissão e abrace a graça que tem o poder de resgatá-lo de si mesmo, e, ao fazer isso, restaurar a sua admiração. 



"Analisar como estamos realizando nosso chamado divino é uma atitude sábia, pois nos permite continuar atuando dignamente e com confiança, reparar os erros ou inserir o que está faltando quando necessário." (Vladimir Calisto


Indicação Bibliográfica
Sinopse

O livro Fogo no Seu Púlpito é fruto do desejo que Robert G. Delnay tem de ver as escolas prepararem homens que preguem com paixão. O autor escreveu o livro com interesse no homem que se inflama quando entra na igreja e percebe que as pessoas a seu redor mal estão ouvindo a pregação. Muitos pregadores são “técnicos de púlpito”, não comunicadores; e muitos parecem não perceber a seriedade de suas mensagens. O pregador não é ator nem técnico, mas um "profeta de Deus" que sente profundamente a verdade que está transmitindo e a premência da passagem.




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não se ire


12 de setembro de 2012. Hoje ao acessar meu e-mail me deparei com a mensagem abaixo e achei muito interessante por sua forma simples e despertadora. Sendo assim, a compartilho com os estimados internautas para nos precavermos das ciladas que o cotidiano profissional proporciona, levando-nos muitas vezes a falas em momentos de raiva que trazem arrependimento posteriormente.

“O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura”.
Provérbios 14:29
             É desagradável às pessoas permanecerem ao nosso lado se facilmente nos irarmos. Precisamos aprender como agir na vida em vez de rugir a ela, para que possamos desfrutar o poder de Deus em nossa vida. Deus diz que uma pessoa que pode controlar a sua ira é melhor e mais poderosa do que um indivíduo que domina uma cidade inteira – veja Provérbios 16:32.
            A Palavra de Deus diz: “Compreendam isso, meus amados irmãos. Cada homem seja rápido para ouvir [um ouvinte disposto], lento para falar, e para se ofender e se irar. Pois a ira do homem não promove a justiça de Deus [seus desejos e exigências]” – Tiago 1:19-20. Seja pronto para ouvir e desfrute a libertação da ira que Deus lhe oferece.


                “Deus quer que você desfrute sua vida. Jesus disse: “Eu vim para que tenham [e desfrutem a] vida, e a tenham em abundância [até a plenitude, até transbordar]” – João 10:10
                Seus dias podem ser cheios de uma alegria transbordante que, consequentemente, tocará a vida de outros. Você pode experimentar a alegria durante o dia inteiro se começar o seu dia de forma certa, ao passar tempo com Deus, lendo sua Palavra, orando e atentando para sua direção.
                Ouvir Deus toda manhã o encherá de expectativa e graça para um dia melhor, e dias assim resultarão em uma vida melhor. O Senhor quer que você o mantenha claramente à vista para poder segui-Lo. Ele deseja acorda-lo pela manhã e tornar o seu ouvido atento às suas instruções. Se você busca-lo de todo seu coração, Ele o renovará com força e endireitará o seu caminho – veja Isaias 40:31 e Provérbios 6:3. Este devocional irá lembra-lo dos benefícios de começar o seu dia com Deus, não para substituir o seu tempo pessoal com o Senhor, mas simplesmente para reforçar a importância disso e leva-lo ao seu próprio encontro diário com Ele, para que você possa  desfrutar cada dia de sua vida. Ele o ajudará a evitar os extremos, mantendo o equilíbrio, obtendo autocontrole e vivendo de forma que tenha um impacto positivo na vida de outros.
                Eu o encorajo a buscar o Senhor toda a manhã e esperar que Ele escreva em seu espírito a direção para cada dia. Deus encherá o seu coração com conhecimento, que o iluminará no momento certo. Ao experimentar o poder de começar seu dia com Deus, você nunca mais desejará começar sem Ele”.
Joyce Meyer


Desejo a todos um dia abençoado.

Deu  raiva conta de 1 a 10 (orando) que passa. rsrsr

domingo, 12 de agosto de 2012

Game permite controle de garoto possuído pelo demônio



Lucius - Divulgação


Quem achava que os games da Rockstar eram polêmicos demais, nunca conseguiria conceber algo como "Lucius".

No novo jogo, produzido pela Shiver Games, você controla Lucius, um garotinho possuído pelo demônio. Na trama, sua alma foi vendida ao capeta após seu avô, membro de uma seita satânica, ter feito um pacto com o chifrudo prometendo a alma de seu pobre neto em troca de fama, dinheiro e sucesso.

Seu objetivo no game? Matar todos os residentes da casa de Lucius, incluindo seus próprios pais, sem que as pessoas notem o culpado.

Para realizar as missões o jogador deverá usar muita estratégia. A cada objetivo bem realizado é possível usufruir de novos poderes infernais.

game será lançado no próximo 26 de outubro, apenas para PCs. Você acha que a trama ultrapassa a linha do bom senso? Assista ao trailer abaixo e comente!

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/jovem/games/noticias/game-permite-voce-jogar-com-o-garoto-possuido-pelo-demonio




As coisas estão cada dia piores!

As caminhadas por paz são realizadas constantemente. A sociedade vai as ruas demonstrar sua preocupação e indignação contra a violência que vivenciamos cotidianamente. Entretanto, em muitos lares o jogo acima irá fazer parte da coleção de brinquedos das crianças. Sendo assim, nos vem uma reflexão: que tipo de pessoas estão sendo formadas para integrarem a sociedade futuramente.

Uma criança que tenha acesso e jogue este tipo de jogo não poderá trazer a ficção para realidade e cometer atos bárbaros que lesionem e até matem outras pessoas? Exemplos, é o que não falta.

Não me posiciono contrário a atitude de jogar games, mas contra a falta de bom senso e cautela na escolha dos mesmos. 

A paz virá quando reconhecermos o príncipe da paz em nossas vidas e quando como membros responsáveis da sociedade nos posicionemos contrários a esse tipo de "entretenimento". 

Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3.18
Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Rm 14.19


terça-feira, 5 de junho de 2012

Sociologia da Religião

Daniella Rosa
Bacharelanda em Teologia do Instituto Evangélico de Educação e Cultura

Trabalho de sociologia da religião


Católicos: Secularização e Mudança na Igreja

O catolicismo vem sofrendo uma perda de fieis nas ultimas três décadas. Tais perdas atribuem-se ao surgimento de movimentos protestantes neopentecostais. Igrejas que, foram fundadas na década de 1980, nestes últimos anos vêm se fortalecendo cada dia mais. Com isso o catolicismo vem sofrendo mudanças para se adaptar a nova realidade.
 Pierucci chama o processo de desenvolvimento das ciências sociais no Brasil de “a sociologia do catolicismo em declínio”.
Durante trezentos anos o catolicismo era a religião oficial no Brasil, sendo a única aceita pelo Estado e descartava-se qualquer possibilidade de desenvolvimentos de outros credos.
No censo de 1970 os católicos declarados eram 92% da população. Nesse ano o Brasil tinha cerca de 70 milhões de habitantes. Estima-se que no inicio do século XIX quando foi proclamada a república 100% da população fosse católica, com o tempo essa porcentagem tende a diminuir cada vez.
Trinta anos depois a religião que até então era hegemônica, passa a perder adeptos. A que dominava já não está mais no controle. Mudanças na sociedade, surgimentos no mercado, um novo mundo se abrindo, um aumento do nível de escolaridade da população de um modo geral. O individuo passa o observar mais o que está a sua volta, tendo assim novas oportunidades de seguir por outros caminhos que não seja o catolicismo.
Sabe-se que desde a colonização, segundo estudos históricos e específicos sobre a religião no Brasil, diz-se que o catolicismo trazido pelos portugueses forjou uma religião “popular”, muito distante do catolicismo europeu e romano. Aqui o catolicismo misturou-se à elementos religiosos indígenas, aos rituais africanos, à simbologia e à doutrina católica, associaram-se à escassez do clero, à ausência de uma catequese e educação religiosa. Tudo isso contribuiu para um “catolicismo tropical ou popular”. A hegemonia começa então a ser quebrada, o monopólio já não existente abre caminhos para outras formas de culto.
Entende-se que hoje o Catolicismo não é mais a religião hegemônica, no entanto continua sendo dominante com o maior numero de seguidores. Visto que o Catolicismo tem se adaptado nestes últimos anos para recuperar seus fiéis que de alguma forma pararam de segui-los.
Como citado anteriormente quando chegado ao Brasil o Catolicismo acabou se adaptando a cultura de certa forma, tendo influências de outras praticas religiosas da época.
A renovação carismática é uma resposta católica à concorrência do movimento pentecostal e da teologia da prosperidade na década de 90.
Observa-se hoje uma adaptação do catolicismo diante da sociedade. Formas de cultos diferentes, bem parecidas com pentecostalismo.
Entende-se que o catolicismo adaptou formas de cultos para que possa prevalecer diante das outras religiões. Observam-se nestes últimos anos, padres cantores, grandes realizações de grandes eventos e a mídia como divulgar seus cultos e eventos.
No entanto a relação igreja e modernidade ainda é um problema não resolvido, muitos assuntos ainda não são tolerados pelo catolicismo, tal resistência não abala ou diminui a influencia que a igreja católica tem sobre o mundo.
Conclui-se que mesmo diante da realidade desse declínio em relação ao número de fiéis, o catolicismo ainda é a religião que tem grande influência. Mesmo não sendo mais uma religião imposta pelo Estado, o catolicismo continua sendo a maior em números de féis no Brasil.


Protestantismo: As Estratégias do Crescimento na Sociedade

O protestantismo histórico no Brasil estava estabelecido quando instituída a proclamação do governo provisório da república em 15 de novembro de 1889. No entanto muitas mudanças ocorreram desde então. Hoje observa-se um distanciamento das igrejas históricas na sociedade, em contrapartida as igrejas pentecostais e neopentecostais têm um espaço maior na mídia. Essas igrejas têm investido de muitas formas no que chamamos de evangelização e tem ocupado um espaço muito grande nos meios de comunicação do Brasil.
A presença do protestantismo no Brasil iniciou antes de sua colonização. Porém historiadores a consideram tendo inicio no Brasil pré-independente, isto, é com a transferência de sede do Reino de Portugal para o Rio de Janeiro. Entretanto se recuarmos pode-se dividi-la em três categorias: protestantismo de invasão, protestantismo de imigração e protestantismo de conversão ou missão.
O protestantismo de invasão constitui-se no Brasil ainda colônia, embora sendo situações efêmeras, podem servir como referencial em sua historiografia. Nicolau Durand de Villegaigon (1510-1575) conseguiu o apoio do líder huguenote almirante de Coligny (1519-1572). E em 1555 o Brasil recebeu a visita dos protestantes, mas precisamente na colônia francesa, localizada no Rio de Janeiro. A efêmera colônia francesa no Rio de Janeiro não se caracterizou por nenhum projeto de implantação. Não se sabe exatamente quais eram as verdadeiras intenções dos protestantes. Os franceses depois de desentendimentos entre si foram expulso em 1567, doze anos após sua chegada e nenhuma estrutura religiosa foi implantada no território brasileiro.
Os reformados holandeses chegaram ao Brasil colônia em 1624, mas precisamente na Bahia e ao tomarem Olinda em 1630. Sua intenção de primeira também não era religião. Estavam na realidade com grandes interesses comerciais. No entanto estabeleceram o culto reformado no nordeste, com sua estrutura eclesiástica formal. Entretanto deixaram algumas benfeitorias como uma significativa herança religiosa reformada entre os indígenas. Testemunhou este fato o padre Antonio Vieira ao dizer que os holandeses deixaram ali o espírito de “uma verdadeira Genebra de todos os sertões”.
Também eram extremamente tolerantes com os católicos durante o período em que estiveram à frente da colônia João Mauricio de Nassau.  No entanto o esforço dos predicantes (pastores) não deixa de ser significativo o que registra Eduardo Hoornaert, pois eles deixaram profundas noções calvinistas na mente dos índios nordestinos. Hoornaert também não indica de onde provêm essas afirmações.
Arquivos holandeses mostram que o trabalho feito pelos missionários holandeses trouxe resultados surpreendentes, pois, os índios Domingos Fernandes Carapeba, Pedro Poti e Antonio Paraupaba sofreram conseqüências por proferirem a fé dos holandeses.
Depois desses dois fatos ouvi-se falar de protestantismo somente em 1820. Quando em 1810 é fechado um tratado de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação, firmado com a Inglaterra portas se abrem e o protestantismo entra. Em 1820 cultos protestantes na língua inglesa eram celebrados no Rio de Janeiro, no entanto os súditos S. M. britânica não podiam fazer proselitismo. Observa-se que tudo gira em torno de interesses financeiros e o que ambas as partes vão lucrar.
A partir de 1824 colonos alemães e suíços chegam ao Brasil e começam a se espalhar pelas províncias. Os imigrantes eram luteranos e reformados, mas organizaram igrejas sob identidade luterana e sobreviveram até 1886 com pastores improvisados e no mesmo ano começaram a receber pastores da Alemanha. A partir daí foram surgindo várias organizações luteranas em forma de sínodos que, reunidos numa Confederação Sinodal, já em 1950 deram origem à Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
O protestantismo ganha força no século XIX devido à proclamação do governo provisório da Republica em 15 de novembro de 1889, quando houve a separação entre a Igreja e o Estado. As portas começaram a se expandir mais e o protestantismo vai ganhando “espaço” na sociedade.
Antes de o protestantismo ganhar este espaço na sociedade, o Brasil já havia recebido a visita de vários missionários que se esforçaram para implantá-lo no Brasil. No ano de 1836 o metodista Justin Spaulding chegou ao Rio de Janeiro onde permaneceu até 1841. O trabalho só foi retomado em 1876 com o missionário John James Ransom, que organizou a primeira igreja metodista no Rio de Janeiro em 1878.
Em 1859 chega o missionário presbiteriano, Ashbel G. Simonton (1833-1867). A primeira igreja presbiteriana foi organizada no Rio de Janeiro em 1862. Após a guerra de recessão dos Estados Unidos, americanos migraram para Campinas (SP) dando origem a uma segunda missão presbiteriana norte-americana a partir de 1870. Outra igreja que originou-se de missões norte-americanas do século XIX foi a Igreja Evangélica Fluminense fundada em 1858 pelo missionário autônomo escocês Robert Reid Kalley (1809-1888).
Os episcopais, originados da Igreja Protestante Episcopal, dos Estados Unidos, estabeleceram-se no Brasil em 1889, com os missionários James Watson Morris e Lucien Kinsolving e iniciaram seus cultos no ano seguinte no Rio Grande do Sul.
Sendo assim todas as tradições históricas da Reforma estavam presentes e organizadas no Brasil até o fim do Império. Quanto às autonomias; a Igreja Evangélica Fluminense, por sua natureza já era autônoma, os batistas proclamaram sua autonomia em 1925, os metodistas tornaram-se autônomos em 1930. Assim as igrejas do protestantismo histórico se estabeleceram.
Os protestantes trouxeram para o Brasil o Dia das Mães, as festas natalinas com o tradicional pinheiro, somente o dia de ação de graças que não tendo nenhuma base na cultura brasileira acabou sendo deixado de lado.
Observa-se hoje que as igrejas protestantes da linhagem histórica pouco contribuem na sociedade. Há não ser pelo seu patrimônio educacional, como os Colégios e os grandes centros universitários. Elas andam um pouco distante da sociedade e parece ter perdido o interesse pela expansão de sua fé. Nota-se que poucos protestantes da linhagem histórica têm envolvimento com a política ou com assuntos que envolvam a sociedade de uma forma geral. Observa-se que até em seus ensinos não assumem de fato suas identidades e não propagam sua verdadeira crença, temendo afugentar os alunos com leituras bíblicas.
Fato que não pode deixar de ser mencionado é que quando houve a separação da Igreja e o Estado tivemos a instituição do casamento civil, uma vitória alcançada pelo protestantismo.
Desde então o protestantismo vem se expandindo. Há mais de 30 anos atrás, Candido Procópio Ferreira de Camargo já declarava esta evidência em seu livro, Católicos, protestantes e espíritas, ressaltando os traços da multiplicidade e crescente complexidade do protestantismo. Entendendo essa perspectiva, declara então que dado ao seu caráter complexo, somente pode provocar o surgimento de visões paradoxais, estendendo-se aqui ao fenômeno como um todo, mas que André Droogers atribuiu ao pentecostalismo.
Camargo declara que modernização não significava necessariamente protesto. Ele considerava ser a secularização uma concepção coerente com o crescimento da população urbana, ao lado da modernização de uma sociedade tradicionalmente católica.
Observa-se que esta declaração pode caracterizar-se com a explosão do protestantismo e de outras religiões.
Entende-se que a população não conhecia outra forma de culto ou de adoração a não ser a que lhe era imposta pelo Estado, isto na época do Brasil Colônia. Décadas depois que o protestantismo foi ganhando um pouco de espaço na sociedade, abrindo assim novas possibilidades de culto e adoração.
Como classificar o protestantismo hoje no Brasil? Entende-se que ele em sua mutação com o decorrer dos anos vem ainda se transformando. Hoje temos as protestantes pentecostais e as protestantes neopentecostais espalhadas por todo Brasil.
Esse sincretismo tornou difícil a tarefa de interpretar o protestantismo no Brasil. Onde se encaixam as igrejas fundadas nos últimos 30 anos? Como defini-las nesse montante que se tornou o protestantismo.
Na década de 1970 a equipe de pesquisadores dirigidos por Camargo já se preocupavam em decifrar o crescimento complexo do protestantismo, hoje mais de 30 anos depois essa complexidade continua em evidência.
Pesquisas divulgadas no ano de 2000 mostraram um crescimento significativo do que foi apresentado por Camargo na década de 1970. Matérias divulgadas pela imprensa mostraram que o IBGE encontrou dificuldades, na hora da tabulação dos resultados, pois, esse censo apontou para o surgimento de mil e duzentas novas denominações religiosas no Brasil, em relação a 1991. Cientistas da religião chamam de “pulverização pentecostal”, o processo de dessacralização e de consequente perda do monopólio religioso por parte da Igreja Católica, uma realidade que somente se acentuou nos últimos 30 anos. O protestantismo teve aumentado a sua capacidade divisionária, multiplicando em muito o número de denominações, igrejas e seitas novas nas ultimas três décadas. No censo de 2000 a Igreja Universal do Reino de Deus atingiu a marca de dois milhões de seguidores.
Estima-se que o número de igrejas protestantes e o numero de seus seguidores tenha aumentado ainda mais desde então, visto que algumas dessas igrejas estão em evidência na mídia. Igrejas como Internacional da Graça de Deus que tem como presidente o Missionário R R Soares, está à frente de sete canais que podem ser vistos através da TV à cabo  “Nossa TV”, também distribuída pelo Grupo Graça, dois desses canais são conhecidos por serem transmitidos também em UHF, o canal RIT (rede internacional de televisão) e o CJC (canal da juventude cristã). A Rede Record que tem como presidente o Bispo Edir Macedo é considerada uma das maiores emissoras do Brasil, ficando atrás da Rede Globo e SBT. A Rede Record tem se expandido cada vez mais pelo Brasil e exterior. A igreja renascer também possui um canal que é transmitido em UHF.
O neopentecostalismo tem alavancado na mídia, entretanto  observa-se muitas vezes é que os que não são donos de seus próprios canais, acabam entrando em disputas por horários por horários na Tv. As disputas por  lugares onde possam está realizando grandes eventos também é vista com frequência, cita-se também as disputa em rádios consideradas gospel.
Entende-se que o que esteja em evidência seja a teologia da prosperidade, pois tem sido à base das pregações de algumas denominações. Tais ensinamentos são pregados com base na Bíblia Sagrada, e ditos claramente em programas transmitidos pela TV. Observa-se que o crescimento muitas vezes é tido através de ofensas e criticas, pois o outro (de outra denominação) é visto como um adversário.
Mesmo o crescimento sendo uma realidade clara, pois nota-se que as igrejas têm se espalhado pelo Brasil, a força dos protestantes ainda é pequena. Observa-se muitas vezes uma disputa por fiéis, pois diferentes denominações procuram abrir seus templos próximos de outras já existentes. Nota-se também que o número de evangélicos protestantes vem aumentando na política. Hoje existem centenas de vereadores, deputados (estaduais e federais) e mais recentemente o Bispo Marcelo Crivela que até então era Senador, agora é Ministro da pesca. Entende-se que o envolvimento possa trazer benefícios para o povo evangélico, mas nem sempre isso acontece, visto que os representantes buscam benefícios que favoreçam suas instituições religiosas. De modo geral a força do protestantismo na política ainda é pequena. Porém mesmo sendo pequena é significativa. Entende-se que uma conexão, uma união entre as instituições evangélicas traria força, se houvesse uma única voz que representasse o protestantismo poder-se-ia causar um impacto na sociedade. Mas, tal fato está muito distante de tornar-se realidade.   
Não se pode deixar de mencionar a confiança de que os eleitores depositam nos candidatos de suas denominações, pois muitos alcançam uma quantidade elevada de votos, no entanto os eleitores não causam um impacto na sociedade por pertencerem a grupos ou denominações diferentes.
Entende-se que o protestantismo, de uma maneira complexa, como declarou Camargo, tem avançado e ganhado cada vez mais espaço na mídia brasileira. Porém esse crescimento está longe de ter força suficiente para trazer mudanças que venham por sua vez impactar a sociedade. As mudanças que são observadas são individuais ou que atingem certo grupo de pessoas. Mas a sociedade como um todo ainda não sofre mudanças por cauda dele.
Conclui-se que tal complexidade, torna o protestantismo distante de sua verdadeira proposta, que seria protestar o que está sendo imposto que de alguma maneira possa esta fora dos padrões e da verdade mostrada por Cristo. Observa-se hoje um protestantismo individualista e porque não dizer materialista, proposto por algumas denominações. A famosa troca de favores, um ensinamento muitas vezes errôneo, diferente da verdadeira proposta de protestantismo. O crescimento é evidente, estima-se que tente a crescer mais, no entanto não o torna forte e potente.


Referencias Bibliográficas:

Souza, Beatriz Muniz e Martino, Luis Mauro Sociologia da Religião e Mudança Social






segunda-feira, 23 de abril de 2012


Prezados professores(as) da Escola Dominical,

A paz do Senhor Jesus.

O objetivo desta área do nosso blog é ajudá-los na preparação de suas aulas através da indicação de sites e videos.

Bom estudo a todos!

Que o Senhor continue os abençoando!

Pr. Vladimir Calisto.

www.escola-dominical.com
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.escoladominical.net

terça-feira, 13 de março de 2012

O Lugar da Pregação na Adoração

O LUGAR DA PREGAÇÃO NA ADORAÇÃO - JOHN PIPER


"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a
repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de
que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para
toda boa obra . Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de
julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega
a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende,
exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em
que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de
mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira
nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se
às fábulas"
2 Timóteo 3.16 - 4.4

POR QUE A PALAVRA DE DEUS É TÃO PROEMINENTE NA ADORAÇÃO COLETIVA DA IGREJA?
Nesse artigo a respeito de adoração, precisamos fazer essa pergunta.
Quase a metade do tempo de um culto é gasto na pregação da Palavra?
Essa é uma proporção notável e exige uma explicação.
Por que eu devo gastar tempo ensinado-os sobre a pregação, se nem todos estão em um seminário preparando se para serem pregadores?
Há 3 respostas simples.
  • Primeira:
vocês saberão melhor o que fazer com a pregação, se entendem, de acordo com a Bíblia, porque a pregação ocupa esse lugar no culto.
  • Segunda:
vocês serão capazes de avaliar se estão realmente ouvindo o tipo correto de pregação, se compreendem, de
conformidade com a Bíblia, o que deve ser uma pregação correta.
  • Terceira:
se vocês sabem o que é a verdadeira pregação, serão capazes de discernir e escolher o tipo certo de
pregador, quando tiverem de convidar um pastor para ocupar o púlpito da igreja de vocês. Conseqüentemente, haverá implicações importantíssimas para a vida e para as famílias de vocês, bem como para o futuro de sua igreja — e de todas as igrejas—, se o povo de Deus souber o que é a verdadeira pregação bíblica e por que ela é tão proeminente na adoração coletiva.

Consideremos a pergunta: por que a Palavra de Deus é proeminente em nossa adoração coletiva?
Ora, essa pergunta, na realidade, está constituída de duas partes.
Primeira: por que a Palavra de Deus é tão proeminente?
Segunda: por que essa maneira de apresentar a Palavra possui tão grande relevância?
Qualquercrente poderia simplesmente ler a Bíblia por meia hora, ao invés de ouvir a pregação da Palavra, e isto com certeza tornaria proeminente a Palavra de Deus. Ou alguém poderia apenas dirigir uma discussão sobre a Bíblia por meia hora.
Ainda, outro poderia realizar uma análise acadêmica sobre o vocabulário, a gramática e as circunstâncias históricas da Bíblia. Portanto, não devemos apenas perguntar por que a Palavra de Deus é tão proeminente, mas também por que a pregação é tão relevante.
Deus se revela a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra
A primeira razão é por que Deus decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra.
O apóstoloJoão disse:
“No princípio era o Verbo [a Palavra]” (João 1.1). No princípio, não era a música, nem o teatro. Deus identifica seu Filho, que é Deus, como a Palavra. Isso é tremendamente importante. “No princípio, era o Verbo [a Palavra].” O Filho de Deus é a Palavra de Deus.
Ele é a comunicação de Deus para o mundo; Ele é a Palavra de Deus.
Deus não somente decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra, mas também através da Palavra. Considere
nosso texto-base:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm3.16). Isto significa que Deus resolveu falar-nos, revelar a Si mesmo e interpretar suas realizações na História por meio da inspiração de palavras escritas. Isso é exatamente o que o vocábulo “escritura” significa — “escritos”. Toda a Escritura — todos os escritos do cânon judaico-cristão —é inspirada, ou seja, soprada por Deus; ou, conforme 2 Pedro 1.21
afirma:
“Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.
As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a revelação de Deus mesmo para nós.
A primeira resposta à pergunta por que a Palavra é tão proeminente na adoração pública é esta:
porque Deus revelou a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra.
Se tem o alvo de ser uma comunhão espiritual com Deus e causar uma reação amorosa e reverente para com Deus, então a revelação de Deus mesmo tem de estar no âmago da adoração; e Ele determinou tornar-se conhecido principalmente por meio de sua Palavra.
Deus realiza suas obras através de sua Palavra.Poderíamos dizer mais:
a adoração é uma resposta à obra de Deus, e a Palavra de Deus é o instrumento pelo qual Ele age no mundo. Esta foi a maneira pela qual Ele agiu no princípio, quando criou o mundo por intermédio de sua Palavra (Hb 11.3).
E esta tem sido a maneira pelaqual, desde então, Deus realiza suas grandes obras — através de sua Palavra.
Por exemplo,sabemos que Jesus simplesmente falou e as ondas se aquietaram (Mc 4.39), a febre retirou-se(Lc 4.39), demônios foram expulsos(Mc 1.25), pecados foram perdoados(Mc 2.10), cegos recuperaram sua visão (Lc 18.42) e mortos foram ressuscitados (Lc 7.14).
Deus agiu por intermédio de sua Palavra!
Também sabemos que Deus continua agindo no mundo por intermédio de sua Palavra.
Considere novamente 2 Timóteo 3.16-17:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado
para toda boa obra”.
Em outras palavras, é por meio da Palavra que Deus realiza as boas obras de seu povo. Essa é a razão por que Jesus disse que os homens verão nossas boas obras e glorificarão ao nosso Pai, que está no céu (Mt 5.16).
Deus age por intermédio de sua Palavra, para realizar sua obra, através de seu povo,no mundo.
Você pode ver isto freqüentemente na Bíblia.
Por exemplo, o Salmo 1 afirma: o homem que medita na Palavra de Deus, de dia e de noite, será “como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (v. 3).
Assim, a Palavra de Deus produz fruto e torna a pessoa bem sucedida na vontade dEle.
Considere também Hebreus 4.12:
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.
A Palavra de Deus é o grande agente na grandiosa obra de julgamento e convicção.
Recorde, também, João 17.17, quando Jesus orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.
A grande obra de santificação, Deus a realiza por meio de sua Palavra. E nossa listagem poderia continuar.
O fato mais importante é que adoração significa conhecer, admirar e desfrutar de Deus, por intermédio de suas obras. Todas essas obras são vistas em sua Palavra e realizadas por meio dela. dela. Portanto, a Palavra de Deus é proeminente na adoração.
Deus realiza o novo nascimento através de sua Palavra.
Preciso mencionar outra razão por que a Palavra é tão proeminentena adoração.
A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé.
Esses milagres, Deus realiza por meio de sua Palavra. Por exemplo, citamos 1Pedro 1.23:
“Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”.
O novo nascimento é realizado por Deus através de sua Palavra. Isto significa que a vida de que necessitamos para adorar a Deus com autenticidade surge por intermédio da Palavra.
Se não há vida espiritual, não há adoração. Se não há pregação da Palavra, não há vida espiritual.
E não somente isto; o contínuo reavivar da fé, domingo após domingo, se realiza por intermédio do ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17) —não apenas uma vez, e sim por repetidas vezes.
A Igreja Protestante colocou a Palavra de Deus no lugar de maior proeminência na adoração coletiva, porque a adoração contempla e desfruta de Deus mesmo; e Ele se revela como a Palavra, por intermédio da Palavra.
Em particular, Deus realiza sua obra no mundo através da sua Palavra; e, por meio dela, outorga vida nova e aviva a fé.
Sem a Palavra de Deus, não haveria vida, nem fé, nem obra, nem revelação, nem adoração.
A Palavra significa para a adoração o que o oxigênio significa para a respiração.
POR QUE PREGAÇÃO É TÃO PROEMINENTE
NA ADORAÇÃO COLETIVA?
Nossa segunda pergunta deve ser:
Visto que a Palavra de Deus deve ser tão proeminente na adoração, por que esse ministério específico da Palavra, chamado “pregação”, é tão importante?
Observe o que vem logo em seguida às palavras afirmativas de que
toda a Escritura é inspirada por Deus(2 Tm 3. 16.17).
Paulo disse, com notável solenidadee elevada seriedade:
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
Prega a palavra” (4.1-2).
É claro que para este jovem ministro da Palavra (ver 2 Tm 2.15) a pregação tinha de ser uma atividade proeminente. E o contexto do capítulo 3 (vv. 16-17) parece transmitir a idéia de que a pregação não serve apenas para evangelizar nas praças ou nas esquinas; ela serve também para os crentes que necessitam de correção, repreensão, exortação e


Adoração significa conhecer, admirar e desfrutar de Deus, por intermédio de suas obras.

doutrina (conforme afirma 2 Timó-teo 4.2).
Portanto, poderíamos dizer:
Nós pregamos porque 2 Timóteo 4.2 afirma que devemos fazê-lo.
Gostaria de ir mais além e perguntar: Por que é tão adequado, no plano de Deus, que a pregação seja proeminente na adoração?
Os precedentes do Antigo e do Novo Testamento
Uma resposta é que existe precedentesbíblicos para esclarecer o lugar das Escrituras na adoração.
Por exemplo, Neemias 8.6-8 afirma:
“Esdras bendisse ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as
mãos, inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra. E… os levitas ensinavam o povo na Lei; e o povo estava no seu lugar. Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”.
Não houve apenas a leitura da Lei, houve também homens designados que davam “explicações, de maneira que entendessem o que se lia”.
Tudo isso aconteceu em um contexto de louvor e de adoração ao Senhor.
No Novo Testamento, a sinagoga dos judeus era uma continuação desse modelo.
Em Lucas 4.16 e os versículos seguintes, vemos Jesus dirigindo-se a Nazaré, entrando na sinagoga, no sábado, e lendo na profecia de Isaías um texto que se referia à vinda dEle mesmo. Em seguida, Jesus assentou-se e apresentou sua interpretação:
“Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc4.21).
Este era o esquema habitual praticado na sinagoga: a Palavra de Deus era lida,e, em seguida, havia a sua interpretação e a sua aplicação.
Vemos isso também no livro de Atos dos Apóstolos.
Conforme o relato neotestamentário, Paulo e seus colegas missionários chegaram à Antioquia da Pisídia e,
“indo numsábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.14-15).
Paulo se levantou e pregou a Palavra (vv. 16 a31).
Por conseguinte, a primeira razão por que a Palavra de Deus se tornou central na igreja é esta: esse foi o padrão estabelecido no Antigo Testamento e na sinagoga do Novo Testamento.
Os dois aspectos essenciais da adoração
Há duas razões que justificam, ainda mais profundamente, o proeminente lugar da pregação na adoração. Essas duas razões estão relacionadas aos aspectos essenciais da adoração:
Compreender a Deus e deleitar-se nEle.
Jonathan Edwards explicou o objetivo de Deus na adoração, utilizando as seguintes palavras:
“Há duas maneiras pelas quais Deus glorifica a Si mesmo para com suas criaturas:
1) por manifestar-se ao entendimento delas;
2) por comunicar-se ao coração delas, quando elas se regozijam, se deleitam e desfrutam das manifestações que Ele faz de Si mesmo.
Deus é glorificado não somente por sua glória ser contemplada, mas também por nos regozijarmos nela.
Quando aqueles que vêem a glória de Deus se deleitam nela, Deus é mais glorificado do que se eles apenas a contemplassem.
Deste modo, a glória de Deus é recebida por toda a alma, ou seja, tanto pelo entendimento quanto pelo coração”.
Portanto, há sempre duas partes na verdadeira adoração. Podemos dizê-lo assim: existe o contemplar a Deus e existe o provar da pessoa de Deus. Não podemos separá-las.
Temos de vê-Lo, para que dEle provemos.
E se não provarmos dEle, quando O contemplarmos, estaremos insultando-O.
Outra maneira de afirmar isso seria a seguinte:
Na adoração existe sempre o entender com a mente e o sentir no coração. O entender tem de ser sempre o alicerce do sentir, pois, do contrário, o que teremos será apenas emocionalismo sem fundamento.
O entendimento de Deus que não resulta em sentimentos para com Deus torna-se em mero intelectualismo
e apatia.
Esta é a razão por que a Bíblia, por um lado, nos convida constantemente a pensar, a meditar, a ponderar, a lembrar; e, por outro lado, ela nos convida a temer, a lamentar, a esperar, a nos deleitarmos e nos alegrarmos.
Essas duas atitudes estão na essência da adoração.
A pregação é a forma que a Palavra de Deus assume na adoração, porque a verdadeira pregação é o tipo de discurso que une, de maneira consistente, esses dois aspectos da adoração, tanto na maneira como a pregação é realizada quanto em seus objetivos. Quando Paulo disse a Timóteo:
“Prega a palavra”,
o vocábulo grego traduzido pelo verbo pregar é uma palavra que significava “ser o arauto”, “anunciar”, “proclamar”(khêruxon).
Não é apenas um vocábulo com a idéia de ensinar ou explicar.
Significava o que o arauto da cidade clamava:
“Ouvi! Ouvi! Ouvi! O Rei tem uma proclamação de boasnovas para todos os que prometerem fidelidade ao seu domínio. Seja conhecido que a vida eterna será dada a todos os que confiam e amam o Filho dEle”.
Essa proclamação, eu a chamo de “exultação”. A pregação é uma exultação pública a respeito daverdade que ela anuncia.
Não é algo desinteressante, frio ou neutro; é apaixonante naquilo que ela anuncia.
No entanto, essa proclamação contém ensino. Perceberemos isso, se considerarmos novamente 2 Timóteo 3.16 — a Escritura (que suscita a pregação) é proveitosa para o
“ensino”.
E podemos ver isso quando olhamos adiante e consideramos o restante de 2 Timóteo 4.2:
“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.
Assim, verificamos que a pregação é expositiva; ela aborda a Palavra de Deus.
A verdadeira pregação não é a expressão de opiniões de homens; é uma fiel exposição da Palavra de Deus.
Em uma frase, a pregação é uma “exultação expositiva”.
Em conclusão, dizemos: a razão por que a pregação é tão proeminente na adoração é por que esta não consiste apenas do entender, mas também do sentir.
Adoração não é apenas contemplar a Deus; é também provar dEle. Não é apenas uma resposta de nossa mente; é também uma resposta do coração.
Por isso, Deus ordenou que a forma que sua Palavra deve assumir na adoração não seja apenas uma explicação à mente, nem apenas de uma simulação ao coração.
Pelo contrário, a pregação da Palavra tem por objetivo ensinar a mente e alcançar o coração; tem de mostrar a verdade de Cristo e provar a glória de dEle; tem de expor a Palavra de Deus e exultar no Deus da Palavra.
Isto é o que significa a pregação.
Esta é a razão por que ela é tão proeminente na adoração.
A pregação não é uma simples obra de um homem; é um dom e uma obra do Espírito Santo.
Portanto, a pregação se realiza melhor quando os crentes estão orando e se encontram espiritualmente preparados para ela.
Orem por vocês mesmos e pelo(s) pastor(es) de sua igreja. Procuremos nos tornar pessoas que vivem e adoram no poder da Palavra de Deus — lida, memorizada, ensinada e pregada.

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