quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Seminário com Jürgen Moltmann

O dia 31 de agosto tornou-se foi um dia interessante para a teologia brasileira, a FAECAD promoveu uma palestra e lançamento de livro com Dr. Jürgen Moltmann da Alemanha. O livro com o título "O futuro da criação" foi escrito em parceria com o Dr. Levi Bastos, professor da FAECAD.

Contando com um público formado por doutores, mestres e seminaristas na área teológica o Dr. Moltmann falou sobre sua experiência com Cristo nos tempos da guerra, estudos teológicos nos campos de concentração e conteúdos relacionados ao livro em lançamento.

Além da oportunidade de ouvi-lo, o evento foi um momento de comunhão entre os participantes que tiveram oportunidade de fazer novas amizades e participar de dialógos teológicos muito interessantes e edificantes.

Segue abaixo algumas fotos:




Eu, Dr Jürgen Moltmann e Pr. Germano Soares
(Dr. Levi Bastos à esquerda escrevendo dedicatória em livro)




Eu e Dr. Nelson Célio Rocha (Mestre zeloso e dedicado ao ministério educacional)

Pr. Marcos Tuller (Reitor da FAECAD), Dr. Levi Bastos,
Dr. Jürgen Moltmann e Pr. Germano Soares

Pr. Esdras Bentho e Eu

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NOVO CURSO

CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA.
INFORMAÇÕES:
Telefones (21) 2270-4895 / 3104-2873 / 8669-4006
e-mail: contato.ineec@gmail.com

Duração: Dois anos e meio

Metodologia Pedagógica: O curso será ministrado na modalidade semipresencial com aulas às 2ª feiras, das 19 às 22 horas. Contando ainda com jornadas teológicas que acontecerão em alguns sábados.

Investimento: Mensalidade R$ 100,00 + Literatura indicada.

O Corpo docente será composto por professores pós- graduados: especialistas e mestres em teologia e outra ciências.

A matrícula para o curso está sendo realizada às 2ª feiras no horário das 18:30 às 22:00 horas na secretaria do instituto, situado na Rua João Magalhães, 44 – Bonsucesso – Rio de Janeiro.

Documentos Necessários para matrícula:• Certificado/Diploma de Conclusão de Ensino Médio (original e cópia)
• Histórico Escolar do Ensino Médio (original e cópia)
• CPF (original e cópia)
• RG (original e cópia)
• Comprovante de Residência (original e cópia)
• Pagamento de matrícula (R$ 90,00)

O Curso de Bacharel em Teologia do INEEC é um "CURSO LIVRE" em nível de graduação com base legal no parecer CES 241/99, válido SOMENTE para fins eclesiásticos (religiosos), aceito pelas principais convenções regionais e pela nacional das Assembléias de Deus, CONFRADERJ / CEADER / COMADERJ e CGADB e outras denominações.

Integralização de Créditos em Teologia - MEC
O INEEC em parceria com o IBADERJ, através da FAECAD (FACULDADE EVANGÉLICA DE TECNOLOGIA, CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA da CGADB) oferecerá o Curso de Integralização de Créditos em Teologia aos interessados no término do curso, estando em vigor o parecer CNE/CES 63/2004. Essa oportunidade é oferecida com base legal no parecer CNE/CES 63/2004 para os portadores do curso de Bacharel em Teologia obtido em cursos livres, seminários ou escolas de teologia com carga horária mínima de 1.600 horas/aula, realizados após a conclusão do Ensino Médio, por meio de um processo seletivo.
Segundo o referido parecer é possível ter diploma reconhecido como Graduação em Teologia, desde que o portador de diploma livre curse no mínimo 20% da carga horária de um Curso de Graduação de Teologia reconhecido pelo MEC.


GRADE CURRICULAR:

Leitura e Produção Textual Homilética Introdução ao Estudo da Teologia Filosofia da Religião Bibliologia do AT e NT Teologia Pastoral História e Cultura Religiosa e Judaica Psicologia e Religião Teologia Sistemática História das Assembléias de Deus Antropologia Bíblica Cultural Hebraico Bíblico Instrumental História do Pensamento Cristão Missiologia Grego Bíblico Instrumental Ética e Religião Filosofia Antiga e Medieval Metafísica Metodologia do Trabalho Cientifico Aconselhamento Religioso Hermenêutica Teológica Religião, Educação e Sociedade Psicologia Geral Diretrizes e Bases do Ensino Teológico Cultura Religiosa Sociologia da Religião Protestantismo e Cultura Brasileira Filosofia Moderna e Contemporânea Filosofia da Educação Ecumenismo Exegese Teológica Sociologia Geral Teologia Contemporânea Liderança Administração Eclesiástica Psicologia da Educação Aspectos Teológicos da Conversão Religiosa Igreja e direito Civil Trabalho de Conclusão do Curso



CONHEÇA UM POUCO DO INEEC





















sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A saudável disciplina do perdão



Estudo cedido pelo estimado Prof. Dr. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Doutor em Teologia , com área de concentração em Teologia Sistemático-Pastoral, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Rev. da Igreja Presbiteriana do Brasil - Igreja Presbiteriana de Botafogo
Acesse o blog: www.teologiaalter.blogspot.com

A SAUDÁVEL DISCIPLINA DO PERDÃO
Texto Bíblico: Mateus 18.21-35

INTRODUÇÃO
A data 11 de setembro de 2001, será sempre lembrada, com pesar, pelos norte-americanos, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center foram literalmente destruídas pelo terrorismo internacional. Muitas pessoas perderam suas vidas, seus entes queridos sofrem até hoje com esse infortúnio. Em todo mundo foram e são passadas e repassadas as cenas catastróficas. Ficamos a pensar sobre a revolta do governo americano, e também no coração da nação... Será que há pelo menos uma gota de perdão? Não é difícil arriscar uma resposta, não obstante à resposta do governo, de mandar bombardear cidades importantes do Afeganistão, país situado no Oriente. E, até hoje, há uma busca de aliança do governo americano para executar seu plano de vingança contra seus inimigos. René Girard, em sua obra “La Violence est le sacré”, 1972, publicada em português “A Violência e o Sagrado”, pelas editoras UNESP e Paz e Terra, 1990, desenvolve o pensamento de uma tarefa muito complexa, sobre os temas da ordem, desordem, estabilidade e violência. Segundo Girard, os homens são governados por um mimetismo instintivo responsável pelo desencadeamento de “comportamentos de apropriação mimética” geradores de conflitos e rivalidades de tal ordem, que a violência seria um componente natural das sociedades humanas a ser incessantemente exorcizado pelo sacrifício de vítimas expiatórias. Há uma certa dose de violência dentro de cada pessoa. Todos querem a vingança. O perdão se torna algo quase impossível.

EXPLICAÇÃO
Encontramos no ensino de Jesus um item profundo da Ética do Reino de Deus: o Perdão. A regra judaica era a de se perdoar até três vezes. Na quarta vez não haveria nenhuma possibilidade de perdão. Pedro pensava que era o padrão possível; pensou que sua regra fosse extraordinariamente generosa. Mas, o Senhor ensina que não há limite para o perdão. O perdão é qualitativo e não quantitativo. O princípio do perdão deve funcionar a despeito da ausência de arrependimento. Talvez seja fácil perdoar se o ofensor se mostra arrependido. Joana D’Arc, heroína francesa, considerada herética e queimada viva pela “Santa Inquisição” em 30 de maio de 1421, enquanto lutou, o capelão inglês não se arrependeu; porém, quando ela perdoou e sofreu o martírio, ele se arrependeu (Cena No 06).Às vezes, quando magoamos as pessoas não sentimos tanto, mas aquele ou aquela que foi vítima, sente a dor da injustiça praticada. Humanamente falando, o ser humano é tão complicado em seus relacionamentos, que não consegue viver ou conviver muito tempo sem entrar em desentendimentos. O pecado torna o ser humano: egoísta, egocêntrico e melindroso. No ensino de Jesus, a vingança ilimitada do homem primitivo cede lugar ao perdão ilimitado dos cristãos. O perdão exerce bom efeito sobre aquele que perdoa e sobre aquele que é perdoado.

Três aspectos importantes que precisamos considerar sobre o Perdão:

1 – O PERDÃO É UM DOM DA IMENSURÁVEL MISERICÓRDIA DE DEUS
A) O senhor da parábola perdoou a dívida impagável do seu servo – Mt 18.23-27.
B) Deus, em seu infinito amor e misericórdia nos perdoou e nos perdoa sempre, apagando e esquecendo nossas imperfeições, nossos desvios e nossa ingratidão para com ele.
C) Para com Deus a nossa dívida é impagável, entretanto, quando o nosso irmão comete falha ou nos ofende, qual é a nossa reação?

2 – O PERDÃO DEVE SER EXERCITADO PORQUE FOMOS PERDOADOS
A) O que é mais difícil perdoar? Mentira, boato, bronca injusta, incompreensão da família, comparação com as pessoas da família, desconfiança de sua palavra, humilhação, gozação de colegas, esquecimento de algum favor que você pediu, indiferença...
B) Muitas vezes nos trancamos para as pessoas e as riscamos de nossa vida. Isso quando não planejamos secretamente uma “boa vingança”.
C) Muitas vezes fazemos com os outros, o que Deus não nos fez – Mt 18.28-30. Há pessoas que tratam outras com desumanidade. Deus ordena que sejamos humanos e não desumanos.
D) Para pensar: “Podemos continuar irreconciliáveis, se tentarmos calcular o nosso próprio débito?”

3 – O PERDÃO QUE DEVE SER EXERCITADO NÃO TEM LIMITE
A) Se aprendermos a pensar na vida e na obra de Jesus, pensamos em perdão.
B) Deus teve misericórdia de nós e espera que, da mesma forma como ele nos ama, amemos as pessoas que nos cercam e perdoemos os erros delas.
C) O perdão traz: paz, alegria, reconciliação.
D) Estamos sempre achando que o perdão tem limite. Perdoar sempre, é o ensino de Jesus. Deus perdoa todas as vezes que nós pecamos, anulando nossa dívida para com ele e continuando a amar-nos. O perdão de Deus é absoluto, completo, sem medida e sem limite.
E) Não há limite aprovado por Deus para o perdão que devemos dar aos outros, porque nada é comparável a nossa dívida para com ele, que perdoou.

CONCLUSÃO
• E agora? Vamos construir um mundo melhor através do perdão? Alguém está ferido? Coloque-se diante de Deus e estabeleça a reconciliação. Nada melhor do que uma consciência limpa e aprovada por Deus. O mundo não carece de mais violência, e sim da educação saudável que é a prática do Perdão.

• O perdão tem sua origem em Deus, pois o Senhor é misericordioso; o perdão deve ser exercitado porque Deus nos perdoou; o perdão que deve ser exercitado não tem limite. Se isto iniciar pela Igreja com a sua evangelização, teremos um mundo melhor. Que Deus nos ajude.

A vida plena acima da mediocridade

Estudo cedido pelo estimado Prof. Dr. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Acesse o blog:
http://www.teologiaalter.blogspot.com/

A vida que se torna plena na história é a que foge de qualquer traço de mediocridade. Quem quer que tenha em vista essa plenitude tem de experimentar uma abertura de mente, a fim de perceber a realidade. Precisa exercitar a obediência como ação dinâmica para uma nova realidade. Uma obediência que seja caracterizada por uma vida de serviço, de engajamento, como estado natural do discipulado cristão, segundo ensina o Novo Testamento. E, a palavra neotestamentária tem como paradigma central a palavra de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o Deus que se humanizou, ou seja, fazendo-se um dos membros da raça humana. E, deste modo, um discipulado que seja marcado por obediência possa se constituir uma efetividade da vida da pessoa humana, tornando-se uma vida plena, é profundamente necessária a experiência cúltica. O culto é expressão vital. É no culto que se reconhece a vontade do Criador, no momento em que há o envolvimento pela Palavra e pelos Sacramentos. Todas as pessoas são chamadas por Deus para terem essa experiência, sem a qual a vida torna-se desprovida de sentido.
Como se pode definir a mediocridade? Mediocridade é qualidade de medíocre; é a falta de mérito. Mediocrizar-se é não desejar a vida plena que sem fé se projeta no mundo, não demonstrando o verdadeiro sentido do que é em si a existência. A vida é dom concedido pelo Criador. E, uma pessoa medíocre, experimenta uma vida sem relevo, ordinária, vulgar e mediana. Não foi para isso que Deus deu a vida como dom.
Uma vida plena é uma vida de representatividade. O que significa ser um representante? Primeiro é preciso tomar consciência da excelência de Jesus Cristo. Ele representa Deus entre os homens e o homem diante de Deus. Desta forma é também cada um dos seus discípulos, ou dos seus apóstolos. É importante saber que representa e não substitui. Todos os cristãos são representantes de Cristo (2 Coríntios 5.18-20). A vida do discípulo é como a de seu Mestre (Mateus 10.24-25). O representante não ocupa o lugar do ausente, mas unicamente o faz por delegação.
Existem três ordens sobre a representatividade, que têm de ser sempre lembradas para quem deseja viver uma vida engajada na história, fugindo de toda e qualquer sorte de mediocridade:

A Primeira ordem: Supõe um tipo particular de presença
Não quer dizer uma presença alternativa, mas uma presença satisfeita em si mesma. Logo, a ausência é rigorosamente o seu contrário. É uma presença que remete a uma ausência no estado de presença. A representação não existe senão no ato de significar que um outro se faz representar. Porém, ninguém poderá se pôr no seu lugar. A própria presença está na representação. Ela impõe uma plenitude tal, que não pode significar um passado a evocar um futuro, mas que se satisfaz de forma positiva em ser para o que está adiante. Assim, se pode perceber uma instauração não-definitiva. Na representação a presença é oferta, dada aqui e agora, e portanto, ela se abre para um futuro que retoma seu discurso. Ela requer uma história que persegue sua obra, e portanto, ela não é pensada como provisória.

Segunda ordem: A historicidade da presença
Esta representa a sua própria consistência. Move-se unicamente sob o signo de uma realidade, que ainda uma vez, se move na instauração de uma presença que plenifica a realidade e que se concretiza como presença na história, envolvendo a cultura no aspecto social, tanto de ontem como de hoje. Destarte, sustenta razões que se inserem profundamente no jogo da digna representação altamente diferenciada.

Terceira ordem: O tipo de relação que supõe o esquema da
representatividade
Que relação se indica entre o homem e Deus, enquanto se trata de representatividade? É preciso observar que a fé vive no regime de ausência. Entre Deus e o homem existe a separação. Há, portanto, uma assimetria que deve ser respeitada. Deus é Deus, enquanto o homem é homem. O homem não é Deus; e Deus não pode ser reduzido apenas a ser homem, pois quando se pensa em Deus, se pensa também em sua essência ilimitada. Assim, falar de representatividade é manter firmemente um regime de separação, e esboçar a experiência apenas sobre uma base de relação, especificamente. Essa distância se joga finalmente como condição de uma relação que é verdadeira. É uma representatividade que interpela a uma legítima responsabilidade.
Essa representatividade torna a vida humana plena em sua trajetória, e aponta para uma existência rica e com sentido na história. É a vida que foi justificada por Deus em Jesus Cristo que participa de uma nova configuração. Configuração de uma justificação gratuita, que o homem nada pode fazer para obtê-la. É uma justificação que tem ligação com uma história da salvação. Salvação que está inscrita mesmo na criação, concretizada por Deus, através de Jesus Cristo. Uma justificação que apresenta profundamente a temática da verdade acerca de Deus crucificado. Esse é o estado da nova criação, como manifestação da graça e do perdão de Deus.
A justificação que qualifica a vida plena é vista da seguinte maneira: como a vitória de Deus sobre o mundo; como implicação num combate e num julgamento; que mantém a manifestação do senhorio de Deus; que antecipa o dom escatológico pleno e total; que participa do estabelecimento da justiça de Deus sobre a terra. Destarte, se observa uma doutrina que se lança no coração de uma perspectiva global, aberta sobre o mundo e sobre a história. A justificação aparece, finalmente, como critério que permite se ler e tomar em consideração a nossa história.
Portanto, vida plena é vida que foi justificada por Deus em Jesus Cristo. É vida que participa, que representa Deus e não o substitui. É vida que se engaja na história com todas as suas peculiaridades. Assim, longe está de configurar-se como vida medíocre a pessoa que foi justificada pela ação dinâmica do Justificador, que é Deus em Jesus Cristo na força do seu Espírito.

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