sábado, 30 de abril de 2011

A verdadeira religião


Quem nunca foi confrontado com a pergunta “Qual é a religião verdadeira?” Mesmo os cristãos podem se questionar se estão realmente praticando tudo aquilo que Jesus ensinou. Será que devo me enclausurar e me dedicar à uma vida monástica, abstendo-me de todo prazer, luxo e conforto, como os monges católicos? Devo largar minha profissão secular e estudar para ser ministro do evangelho, no louvor ou na pregação, como muitos cristãos sinceros o fazem? Quem sabe temos apenas que cumprir a regra de ouro, amando a todos, inclusive os que nós consideramos “inimigos”, suportando, inclusive suas práticas incompatíveis com a doutrina cristã? Como posso ter certeza que a minha vida está sendo guiada e santificada pelo Espírito Santo, contribuindo para a implantação e desenvolvimento do Reino de Deus?

Felizmente, Deus não nos deixa “na mão” em nenhum aspecto de nossas vidas desde que a entregamos a Ele. O Senhor pode, de várias formas, nos guiar no nosso desenvolvimento; seja através de nossos líderes, de nossos irmãos em Cristo, através de revelações, da Palavra escrita,... Neste texto, vou ressaltar este último método pois, creio, ser o mais inconfundível e autorizado meio que Deus utiliza para falar com cada um de seus filhos.

Peculiaridades do Livro de Tiago

Os cinco capítulos do livro de Tiago são muito conhecidos, principalmente em virtude do aparente contraste com as cartas de Paulo, no tocante à justificação. Críticos da Bíblia afirmam que há grandes contradições entre os ensinos dos dois escritores: Paulo ensina que a justificação é pela fé, enquanto Tiago declara que a justificação é por obras. Obviamente, esta aparente contradição foi facilmente desfeita. Ambos os escritores declaram que a salvação é um dom gratuito de Deus, embora cada um deles tenha realçado alguns aspectos particulares desta doutrina. Paulo fala acertadamente quando dizia que a justificação é pela fé: não há outra forma de obter o perdão de Deus e escapar da justa ira divina vindoura a não ser tendo fé nAquele que veio para nos salvar, Jesus Cristo. E Tiago concordava com isto. Entretanto, ele quis mostrar aos destinatários de sua carta que a salvação naturalmente implicava em boas obras, já que o poder salvífico de Deus opera nas vidas daqueles que realmente são convertidos. Resumindo: A salvação vem pela fé, mas a fé é demonstrada através das boas obras que resultam da salvação: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef. 2:10).

Desfeita esta ‘dificuldade’, vamos nos ater ao conteúdo principal deste texto: os aspectos da verdadeira religião. A grande ênfase que a carta de Tiago exibe está numa exposição clara e simples da vivência prática do evangelho. Neste ínterim, os três primeiros capítulos são os mais expressivos.

Gozo e paciência no meio das provas

Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma (Tg 1:2-4)

Não é incomum que aqueles que seguem a Jesus Cristo sejam alvo de grandes dificuldades, estejam elas no âmbito espiritual, emocional ou físico. Jesus já havia dito: “no mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16:33)”. É pouco provável que durante a nossa vida cristã não venhamos a enfrentar problemas. E qual a reação que nós, cristãos, devemos ter? Jesus disse que teremos paz; mas como isto funcionará se às vezes parece que estamos sob “fogo cruzado”?

Primeiramente, ao salvar-nos, Jesus reatou o relacionamento do homem com Deus. Antes estávamos em rebeldia e sob a ira Dele; agora, estamos em paz com o Senhor, considerados como filhos Dele e Seu Espírito habita em nós. A paz que temos não é a paz que o mundo tem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14:27)”. Eu costumo dizer que a paz de Deus é uma “paz no meio da tribulação”. Destarte, não é algo que temos que procurar; a segurança da salvação nos faz crer que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28)”. Contudo, devemos nos alegrar de passar por provações, pois elas resultarão num aprimoramento do nosso ser. É a certeza de que Deus está trabalhando na nossa vida, produzindo um fruto de paciência (Veja Gálatas 5.22). A analogia com o ouro é muito boa: quanto mais quente, mais o ouro “sofre”. Mas com este “sofrimento”, toda a impureza é separada, ficando apenas o puro ouro.


O ourives celestial está tratando de nós para aumentar o nosso valor.


Que o Senhor Jesus te abençoe!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Teólogo afirma que Evangelho só vale neste planeta



Às vésperas do planejamento de uma provável viagem de exploração de Marte, o teólogo francês Eresi’a di Grace afirma em seus estudos que o alcance do Evangelho e todos os mandamentos contidos na bíblia se restrigem ao planeta Terra, deixando os cosmonautas que se aventurarem em outros planetas livres para serem ateus sem medo de condenação. “- A bíblia é clara quando diz que devemos ir por todo o mundo pregar o evangelho. Mas agora vivemos uma época pós-bíblica, onde astronautas e demais pessoas que se aventurarem a compor colônias exploratórias em outros planetas estarão completamente livres do cristianismo. Portanto fora deste planeta é licito cobiçar a mulher alheia, roubar, matar ou praticar sexo com animais.” – afirma Eresi’a em seu novo livro “Dane-se Deus… eu vou é pra Marte!“. Motivados pelo estudo de Eresi’a, algumas denominações já planejam criar colônias de férias para pastores em Marte, visando aliviar a tensão provocada pela aparência de santidade necessária na condução do rebanho.


“- Seria uma benção poder sair de férias sem se preocupar em manter as aparências. Com certeza haverá uma diminuição nos casos de adultério, pois agora podemos esperar pacientemente pelas férias, onde as puladinhas de cerca não terão jurisdição bíblica para servirem de condenação para nós servos de Deus” – salienta o Pr João Fidelidade, titular da 1ª Igreja Intergaláctica do Império do Pastor.


Como resposta a está ridícula, porém maliciosa reportagem, limito-me a utilizar aquela que é a verdade e que por meio da qual terremos que responder por nossos atos.


" Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá." (Sl 139. 2-10)


Obs: Ser guiado e sustentado é só para filhos de Deus. Agora, ser observado é para qualquer ser humano independente do espaço geográfico.







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