sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Entrevista

Atendendo ao convite do nosso estimado amigo Dc. Jader Cruz do blog "Missão Liderança do Reino" fomos entrevistados à respeito de nossa liderança na direção do IBADEC - Instituto Bíblico da Assembléia de Deus Ministério de Caetés. Segue uma parte da entrevista:



Depois de alguns dias finalmente consegui marcar uma reunião com o pastor Vladimir Calisto, logo vemos o porque da dificuldade de agenda, nosso encontro foi entre uma reunião de orçamentos e outra que teria com a secretaria do ibadec. Nesse tempo conversamos sobre alguns projetos e entre um assunto e outro falamos sobre esses 7 anos de ibadec.

Aproveitei é claro para pegar algumas dicas sobre o Enal que acontecerá em abril e maio de 2012.

Quero parabenizar através da pessoa do pastor Vladimir toda a equipe envolvida nessa causa, levar conhecimento aos obreiros é uma missão digna, e tudo tem sido feito com excelência para o Senhor. Louvado seja o Senhor pela vida de cada professor que se dedica nisso.

Segue abaixo parte de nossa conversa.

Jader: Fale sobre o inicio do IBADEC?

Pr. Vladimir Calisto: O inicio foi difícil, segundo a ata do dia 12 de fevereiro de 2005 eram quatro professores, hoje através de intercâmbios temos professores de varias denominações e o quadro cresceu.

J: Então me diz qual foi o seu maior desafio nesse inicio?

Pr. Vlad: A Conquista da credibilidade. As pessoas não acreditavam muito, o tempo e dedicação de cada um dos envolvidos no projeto foram fundamentais para vencermos a desconfiança.
Formamos a primeira turma em 2006 com 75 alunos.

Quer ler a entrevista completa acesse: http://liderancadoreino.blogspot.com/search/label/Entrevistas
















terça-feira, 25 de outubro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Seminário com Jürgen Moltmann

O dia 31 de agosto tornou-se foi um dia interessante para a teologia brasileira, a FAECAD promoveu uma palestra e lançamento de livro com Dr. Jürgen Moltmann da Alemanha. O livro com o título "O futuro da criação" foi escrito em parceria com o Dr. Levi Bastos, professor da FAECAD.

Contando com um público formado por doutores, mestres e seminaristas na área teológica o Dr. Moltmann falou sobre sua experiência com Cristo nos tempos da guerra, estudos teológicos nos campos de concentração e conteúdos relacionados ao livro em lançamento.

Além da oportunidade de ouvi-lo, o evento foi um momento de comunhão entre os participantes que tiveram oportunidade de fazer novas amizades e participar de dialógos teológicos muito interessantes e edificantes.

Segue abaixo algumas fotos:




Eu, Dr Jürgen Moltmann e Pr. Germano Soares
(Dr. Levi Bastos à esquerda escrevendo dedicatória em livro)




Eu e Dr. Nelson Célio Rocha (Mestre zeloso e dedicado ao ministério educacional)

Pr. Marcos Tuller (Reitor da FAECAD), Dr. Levi Bastos,
Dr. Jürgen Moltmann e Pr. Germano Soares

Pr. Esdras Bentho e Eu

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NOVO CURSO

CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA.
INFORMAÇÕES:
Telefones (21) 2270-4895 / 3104-2873 / 8669-4006
e-mail: contato.ineec@gmail.com

Duração: Dois anos e meio

Metodologia Pedagógica: O curso será ministrado na modalidade semipresencial com aulas às 2ª feiras, das 19 às 22 horas. Contando ainda com jornadas teológicas que acontecerão em alguns sábados.

Investimento: Mensalidade R$ 100,00 + Literatura indicada.

O Corpo docente será composto por professores pós- graduados: especialistas e mestres em teologia e outra ciências.

A matrícula para o curso está sendo realizada às 2ª feiras no horário das 18:30 às 22:00 horas na secretaria do instituto, situado na Rua João Magalhães, 44 – Bonsucesso – Rio de Janeiro.

Documentos Necessários para matrícula:• Certificado/Diploma de Conclusão de Ensino Médio (original e cópia)
• Histórico Escolar do Ensino Médio (original e cópia)
• CPF (original e cópia)
• RG (original e cópia)
• Comprovante de Residência (original e cópia)
• Pagamento de matrícula (R$ 90,00)

O Curso de Bacharel em Teologia do INEEC é um "CURSO LIVRE" em nível de graduação com base legal no parecer CES 241/99, válido SOMENTE para fins eclesiásticos (religiosos), aceito pelas principais convenções regionais e pela nacional das Assembléias de Deus, CONFRADERJ / CEADER / COMADERJ e CGADB e outras denominações.

Integralização de Créditos em Teologia - MEC
O INEEC em parceria com o IBADERJ, através da FAECAD (FACULDADE EVANGÉLICA DE TECNOLOGIA, CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA da CGADB) oferecerá o Curso de Integralização de Créditos em Teologia aos interessados no término do curso, estando em vigor o parecer CNE/CES 63/2004. Essa oportunidade é oferecida com base legal no parecer CNE/CES 63/2004 para os portadores do curso de Bacharel em Teologia obtido em cursos livres, seminários ou escolas de teologia com carga horária mínima de 1.600 horas/aula, realizados após a conclusão do Ensino Médio, por meio de um processo seletivo.
Segundo o referido parecer é possível ter diploma reconhecido como Graduação em Teologia, desde que o portador de diploma livre curse no mínimo 20% da carga horária de um Curso de Graduação de Teologia reconhecido pelo MEC.


GRADE CURRICULAR:

Leitura e Produção Textual Homilética Introdução ao Estudo da Teologia Filosofia da Religião Bibliologia do AT e NT Teologia Pastoral História e Cultura Religiosa e Judaica Psicologia e Religião Teologia Sistemática História das Assembléias de Deus Antropologia Bíblica Cultural Hebraico Bíblico Instrumental História do Pensamento Cristão Missiologia Grego Bíblico Instrumental Ética e Religião Filosofia Antiga e Medieval Metafísica Metodologia do Trabalho Cientifico Aconselhamento Religioso Hermenêutica Teológica Religião, Educação e Sociedade Psicologia Geral Diretrizes e Bases do Ensino Teológico Cultura Religiosa Sociologia da Religião Protestantismo e Cultura Brasileira Filosofia Moderna e Contemporânea Filosofia da Educação Ecumenismo Exegese Teológica Sociologia Geral Teologia Contemporânea Liderança Administração Eclesiástica Psicologia da Educação Aspectos Teológicos da Conversão Religiosa Igreja e direito Civil Trabalho de Conclusão do Curso



CONHEÇA UM POUCO DO INEEC





















sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A saudável disciplina do perdão



Estudo cedido pelo estimado Prof. Dr. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Doutor em Teologia , com área de concentração em Teologia Sistemático-Pastoral, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Rev. da Igreja Presbiteriana do Brasil - Igreja Presbiteriana de Botafogo
Acesse o blog: www.teologiaalter.blogspot.com

A SAUDÁVEL DISCIPLINA DO PERDÃO
Texto Bíblico: Mateus 18.21-35

INTRODUÇÃO
A data 11 de setembro de 2001, será sempre lembrada, com pesar, pelos norte-americanos, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center foram literalmente destruídas pelo terrorismo internacional. Muitas pessoas perderam suas vidas, seus entes queridos sofrem até hoje com esse infortúnio. Em todo mundo foram e são passadas e repassadas as cenas catastróficas. Ficamos a pensar sobre a revolta do governo americano, e também no coração da nação... Será que há pelo menos uma gota de perdão? Não é difícil arriscar uma resposta, não obstante à resposta do governo, de mandar bombardear cidades importantes do Afeganistão, país situado no Oriente. E, até hoje, há uma busca de aliança do governo americano para executar seu plano de vingança contra seus inimigos. René Girard, em sua obra “La Violence est le sacré”, 1972, publicada em português “A Violência e o Sagrado”, pelas editoras UNESP e Paz e Terra, 1990, desenvolve o pensamento de uma tarefa muito complexa, sobre os temas da ordem, desordem, estabilidade e violência. Segundo Girard, os homens são governados por um mimetismo instintivo responsável pelo desencadeamento de “comportamentos de apropriação mimética” geradores de conflitos e rivalidades de tal ordem, que a violência seria um componente natural das sociedades humanas a ser incessantemente exorcizado pelo sacrifício de vítimas expiatórias. Há uma certa dose de violência dentro de cada pessoa. Todos querem a vingança. O perdão se torna algo quase impossível.

EXPLICAÇÃO
Encontramos no ensino de Jesus um item profundo da Ética do Reino de Deus: o Perdão. A regra judaica era a de se perdoar até três vezes. Na quarta vez não haveria nenhuma possibilidade de perdão. Pedro pensava que era o padrão possível; pensou que sua regra fosse extraordinariamente generosa. Mas, o Senhor ensina que não há limite para o perdão. O perdão é qualitativo e não quantitativo. O princípio do perdão deve funcionar a despeito da ausência de arrependimento. Talvez seja fácil perdoar se o ofensor se mostra arrependido. Joana D’Arc, heroína francesa, considerada herética e queimada viva pela “Santa Inquisição” em 30 de maio de 1421, enquanto lutou, o capelão inglês não se arrependeu; porém, quando ela perdoou e sofreu o martírio, ele se arrependeu (Cena No 06).Às vezes, quando magoamos as pessoas não sentimos tanto, mas aquele ou aquela que foi vítima, sente a dor da injustiça praticada. Humanamente falando, o ser humano é tão complicado em seus relacionamentos, que não consegue viver ou conviver muito tempo sem entrar em desentendimentos. O pecado torna o ser humano: egoísta, egocêntrico e melindroso. No ensino de Jesus, a vingança ilimitada do homem primitivo cede lugar ao perdão ilimitado dos cristãos. O perdão exerce bom efeito sobre aquele que perdoa e sobre aquele que é perdoado.

Três aspectos importantes que precisamos considerar sobre o Perdão:

1 – O PERDÃO É UM DOM DA IMENSURÁVEL MISERICÓRDIA DE DEUS
A) O senhor da parábola perdoou a dívida impagável do seu servo – Mt 18.23-27.
B) Deus, em seu infinito amor e misericórdia nos perdoou e nos perdoa sempre, apagando e esquecendo nossas imperfeições, nossos desvios e nossa ingratidão para com ele.
C) Para com Deus a nossa dívida é impagável, entretanto, quando o nosso irmão comete falha ou nos ofende, qual é a nossa reação?

2 – O PERDÃO DEVE SER EXERCITADO PORQUE FOMOS PERDOADOS
A) O que é mais difícil perdoar? Mentira, boato, bronca injusta, incompreensão da família, comparação com as pessoas da família, desconfiança de sua palavra, humilhação, gozação de colegas, esquecimento de algum favor que você pediu, indiferença...
B) Muitas vezes nos trancamos para as pessoas e as riscamos de nossa vida. Isso quando não planejamos secretamente uma “boa vingança”.
C) Muitas vezes fazemos com os outros, o que Deus não nos fez – Mt 18.28-30. Há pessoas que tratam outras com desumanidade. Deus ordena que sejamos humanos e não desumanos.
D) Para pensar: “Podemos continuar irreconciliáveis, se tentarmos calcular o nosso próprio débito?”

3 – O PERDÃO QUE DEVE SER EXERCITADO NÃO TEM LIMITE
A) Se aprendermos a pensar na vida e na obra de Jesus, pensamos em perdão.
B) Deus teve misericórdia de nós e espera que, da mesma forma como ele nos ama, amemos as pessoas que nos cercam e perdoemos os erros delas.
C) O perdão traz: paz, alegria, reconciliação.
D) Estamos sempre achando que o perdão tem limite. Perdoar sempre, é o ensino de Jesus. Deus perdoa todas as vezes que nós pecamos, anulando nossa dívida para com ele e continuando a amar-nos. O perdão de Deus é absoluto, completo, sem medida e sem limite.
E) Não há limite aprovado por Deus para o perdão que devemos dar aos outros, porque nada é comparável a nossa dívida para com ele, que perdoou.

CONCLUSÃO
• E agora? Vamos construir um mundo melhor através do perdão? Alguém está ferido? Coloque-se diante de Deus e estabeleça a reconciliação. Nada melhor do que uma consciência limpa e aprovada por Deus. O mundo não carece de mais violência, e sim da educação saudável que é a prática do Perdão.

• O perdão tem sua origem em Deus, pois o Senhor é misericordioso; o perdão deve ser exercitado porque Deus nos perdoou; o perdão que deve ser exercitado não tem limite. Se isto iniciar pela Igreja com a sua evangelização, teremos um mundo melhor. Que Deus nos ajude.

A vida plena acima da mediocridade

Estudo cedido pelo estimado Prof. Dr. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Acesse o blog:
http://www.teologiaalter.blogspot.com/

A vida que se torna plena na história é a que foge de qualquer traço de mediocridade. Quem quer que tenha em vista essa plenitude tem de experimentar uma abertura de mente, a fim de perceber a realidade. Precisa exercitar a obediência como ação dinâmica para uma nova realidade. Uma obediência que seja caracterizada por uma vida de serviço, de engajamento, como estado natural do discipulado cristão, segundo ensina o Novo Testamento. E, a palavra neotestamentária tem como paradigma central a palavra de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o Deus que se humanizou, ou seja, fazendo-se um dos membros da raça humana. E, deste modo, um discipulado que seja marcado por obediência possa se constituir uma efetividade da vida da pessoa humana, tornando-se uma vida plena, é profundamente necessária a experiência cúltica. O culto é expressão vital. É no culto que se reconhece a vontade do Criador, no momento em que há o envolvimento pela Palavra e pelos Sacramentos. Todas as pessoas são chamadas por Deus para terem essa experiência, sem a qual a vida torna-se desprovida de sentido.
Como se pode definir a mediocridade? Mediocridade é qualidade de medíocre; é a falta de mérito. Mediocrizar-se é não desejar a vida plena que sem fé se projeta no mundo, não demonstrando o verdadeiro sentido do que é em si a existência. A vida é dom concedido pelo Criador. E, uma pessoa medíocre, experimenta uma vida sem relevo, ordinária, vulgar e mediana. Não foi para isso que Deus deu a vida como dom.
Uma vida plena é uma vida de representatividade. O que significa ser um representante? Primeiro é preciso tomar consciência da excelência de Jesus Cristo. Ele representa Deus entre os homens e o homem diante de Deus. Desta forma é também cada um dos seus discípulos, ou dos seus apóstolos. É importante saber que representa e não substitui. Todos os cristãos são representantes de Cristo (2 Coríntios 5.18-20). A vida do discípulo é como a de seu Mestre (Mateus 10.24-25). O representante não ocupa o lugar do ausente, mas unicamente o faz por delegação.
Existem três ordens sobre a representatividade, que têm de ser sempre lembradas para quem deseja viver uma vida engajada na história, fugindo de toda e qualquer sorte de mediocridade:

A Primeira ordem: Supõe um tipo particular de presença
Não quer dizer uma presença alternativa, mas uma presença satisfeita em si mesma. Logo, a ausência é rigorosamente o seu contrário. É uma presença que remete a uma ausência no estado de presença. A representação não existe senão no ato de significar que um outro se faz representar. Porém, ninguém poderá se pôr no seu lugar. A própria presença está na representação. Ela impõe uma plenitude tal, que não pode significar um passado a evocar um futuro, mas que se satisfaz de forma positiva em ser para o que está adiante. Assim, se pode perceber uma instauração não-definitiva. Na representação a presença é oferta, dada aqui e agora, e portanto, ela se abre para um futuro que retoma seu discurso. Ela requer uma história que persegue sua obra, e portanto, ela não é pensada como provisória.

Segunda ordem: A historicidade da presença
Esta representa a sua própria consistência. Move-se unicamente sob o signo de uma realidade, que ainda uma vez, se move na instauração de uma presença que plenifica a realidade e que se concretiza como presença na história, envolvendo a cultura no aspecto social, tanto de ontem como de hoje. Destarte, sustenta razões que se inserem profundamente no jogo da digna representação altamente diferenciada.

Terceira ordem: O tipo de relação que supõe o esquema da
representatividade
Que relação se indica entre o homem e Deus, enquanto se trata de representatividade? É preciso observar que a fé vive no regime de ausência. Entre Deus e o homem existe a separação. Há, portanto, uma assimetria que deve ser respeitada. Deus é Deus, enquanto o homem é homem. O homem não é Deus; e Deus não pode ser reduzido apenas a ser homem, pois quando se pensa em Deus, se pensa também em sua essência ilimitada. Assim, falar de representatividade é manter firmemente um regime de separação, e esboçar a experiência apenas sobre uma base de relação, especificamente. Essa distância se joga finalmente como condição de uma relação que é verdadeira. É uma representatividade que interpela a uma legítima responsabilidade.
Essa representatividade torna a vida humana plena em sua trajetória, e aponta para uma existência rica e com sentido na história. É a vida que foi justificada por Deus em Jesus Cristo que participa de uma nova configuração. Configuração de uma justificação gratuita, que o homem nada pode fazer para obtê-la. É uma justificação que tem ligação com uma história da salvação. Salvação que está inscrita mesmo na criação, concretizada por Deus, através de Jesus Cristo. Uma justificação que apresenta profundamente a temática da verdade acerca de Deus crucificado. Esse é o estado da nova criação, como manifestação da graça e do perdão de Deus.
A justificação que qualifica a vida plena é vista da seguinte maneira: como a vitória de Deus sobre o mundo; como implicação num combate e num julgamento; que mantém a manifestação do senhorio de Deus; que antecipa o dom escatológico pleno e total; que participa do estabelecimento da justiça de Deus sobre a terra. Destarte, se observa uma doutrina que se lança no coração de uma perspectiva global, aberta sobre o mundo e sobre a história. A justificação aparece, finalmente, como critério que permite se ler e tomar em consideração a nossa história.
Portanto, vida plena é vida que foi justificada por Deus em Jesus Cristo. É vida que participa, que representa Deus e não o substitui. É vida que se engaja na história com todas as suas peculiaridades. Assim, longe está de configurar-se como vida medíocre a pessoa que foi justificada pela ação dinâmica do Justificador, que é Deus em Jesus Cristo na força do seu Espírito.

quarta-feira, 20 de julho de 2011




UM GIGANTE ESPIRITUAL (1703 - 1758)



No começo do século 18, era visível nas 13 colônias — que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos — o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subseqüente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros.

Um gigante espiritual

Jonathan Edwards nasceu em 1703, único filho homem de Timothy Edwards, que era pastor congregacional em East Windsor, Connecticut. Pouco antes de completar 13 anos, entrou no Yale College. Em 1720, recebeu o grau de bacharel, e aos 20 anos recebeu o grau de mestre em artes. Em abril ou maio de 1721, Edwards experimentou a conversão:

A partir daquele tempo, eu comecei a ter um novo tipo de compreensão e idéias a respeito de Cristo, e da obra da redenção e do glorioso caminho da salvação através dele. Eu tinha um doce senso interior dessas coisas, que às vezes vinham ao meu coração; e a minha alma era conduzida em agradáveis vistas e contemplações delas. E a minha mente estava grandemente engajada em gastar meu tempo em ler e meditar sobre Cristo; e a beleza e a excelência de sua pessoa, e o amável caminho da salvação, pela livre graça nele [...]. Esse senso que eu tinha das coisas divinas freqüentemente e repentinamente se inflamava, como uma doce chama em meu coração; um ardor da alma, que eu não sei expressar.

Em 1727, foi ordenado ao pastorado. Ele diz de sua consagração:Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma [...], travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida.Edwards passou a auxiliar seu avô, Solomon Stoddart, no ministério da igreja congregacional de Northampton, Massachusetts. Após a morte do avô, um pastorado que durou sessenta anos, ele assumiu a igreja.No período entre 1735 e 1737, durante uma série de pregações sobre a justificação pela graça por meio da fé, começou um pequeno avivamento em sua congregação. Seus ouvintes sentiram as grandes verdades das Sagradas Escrituras: toda boca ficará fechada no dia do juízo e "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no inferno, senão o bel-prazer de Deus". Em suas palavras, "o Espírito de Deus começou a traba¬lhar de maneira extraordinária. Muita gente estava correndo para receber Jesus. Esta cidade estava cheia de amor, cheia de alegria e cheia de temor. Havia sinais notáveis da presença de Deus em quase cada casa". Entre 1739 e 1741, George Whitefield pregou em 12 das 13 colônias, e teve um papel central na continuação desse avivamento. De 25 a 50 mil pessoas se converteram, entrando para as igrejas — nessa época, a população da Nova Inglaterra era calculada em 250 mil pessoas —, sem contar os já convertidos e membros das igrejas.

Era costume de sua igreja conceder o privilégio a qualquer pessoa, mesmo sem ser membro da igreja, para participar da ceia do Senhor. Por requerer uma base estrita para participar da ceia, Edwards foi demitido de sua igreja em 1750. D. M. Lloyd-Jones disse que essa foi uma das coisas mais espantosas que já aconteceram, e deve servir como uma palavra de encorajamento para os ministros e pregadores. Lá estava Edwards — o altaneiro gênio, o poderoso pregador, o homem que estava no centro do grande avivamento — e, todavia, foi derrotado na votação de sua igreja, por duzentos e trinta votos, contra apenas vinte e três a seu favor.

Lloyd-Jones conclui: "Não se surpreendam, portanto, irmãos, quanto ao que possa acontecer com vocês em suas igrejas".

Depois disso, Edwards foi ser missionário junto aos índios mohawk e housatonic, num posto na fronteira, em Stockbridge. Foi lá que ele escreveu alguns de seus tratados teológicos mais importantes. Em 1757, aceitou a presidência do College of New Jersey, que agora é a Universidade de Princeton, e, em 1758, depois de receber uma vaci¬na contra varíola, que estava sendo testada, ele morreu.

Um pastor de múltiplos interesses

Ao considerarmos os escritos de Edwards, temos um vislumbre de seus interesses e aptidões. Ele escreveu cerca de mil sermões, e seu alvo era levar os homens a entenderem e sentirem a verdade do evangelho e responderem a ela. Seus sermões eram esboçados segundo o método puritano, que incluía a exposição do texto bíblico escolhido, apresentação da doutrina — apoiada por outros textos bíblicos — e aplicação às questões do dia-a-dia. Ele ocultava sua erudição por traz de uma clareza deliberadamente simples.

Pecadores nas mãos de um Deus irado (1740), baseado em Deuteronômio 32.25, é seu sermão mais famoso. Antes desse sermão, por três dias, Edwards não se alimentara nem dormira; rogara a Deus sem cessar: "Dá-me a Nova Inglaterra!". O povo, ao entrar para o culto, se mostrava indiferente e mesmo desrespeitoso diante dos cinco pregadores que estavam presentes. Edwards iria pregar, e, ao dirigir-se para o púlpito, alguém disse que ele tinha o semblante de quem fitara, por algum tempo, o rosto de Deus. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre o púlpito, segurava o manuscrito e o lia numa voz calma e penetrante. O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror em que estavam. Em certa altura, um homem correu para frente, clamando, suplicando por oração, sendo interrompido pelos gemidos de homens e mulheres; quase todos ficaram de pé ou prostrados no chão, alguns se agarrando às colunas da igreja, pensando que o juízo final havia chegado. Durante a noite inteira ouviu-se na cidade, em quase todas as casas, o clamor daqueles que, até aquela hora, confiavam em sua própria justiça. O efeito foi duplo:

Primeiro [...], eles abandonavam as suas práticas pecaminosas [...]. Depois que o Espírito de Deus começou a ser derramado tão maravilho¬samente de uma maneira geral sobre a vila, pessoas logo deixaram as suas velhas brigas, discussões e interferências nos assuntos dos outros. A taverna logo foi deixada vazia, e as pessoas ficavam em casa; ninguém se afastava, a não ser para negócios necessários ou por causa de algum motivo religioso, e todos os dias pareciam, em muitos sentidos, como o dia de domingo. Segundo, eles começavam a aplicar os meios de salvação; leitura, oração, meditação, as ordenanças pessoais; seu clamor era: "O que devo fazer para ser salvo?".

Edwards reconheceu que "mais de 300 almas foram salvas, trazidas para Cristo", em Northampton. Nesta época sua cidade tinha cerca de 2 mil habitantes!Não havia sequer uma pessoa na cidade, velha ou jovem, que não estivesse interessada nas grandiosas coisas do mundo eterno [...]. O trabalho de conversão era levado adiante da maneira mais surpreendente; as almas vinham, multidões delas, a Jesus Cristo.

Outro sermão magistral é uma exposição verso por verso de l joão 4, A verdadeira obra do Espírito (1741). Edwards sabia que problemas acompanham o avivamento, pois Satanás — o qual, segundo ele observou, foi "treinado no melhor seminário teológico do universo" — segue a um passo de Deus, pervertendo ativamente e caricaturando tudo quanto o Criador está fazendo. Então, na primeira patte de seu sermão, ele passa a mosrrar quais são os sinais que supostamente negam uma obra espiritual. Na segunda parte, então, ele demonstra os sinais bíblicos de uma obra do Espírito Santo. São elas: "amor por Jesus, Filho de Deus e Salvador dos homens", "agir contra os interesses do reino de Satanás, que busca encorajar e firmar o pecado, e fomentar as paixões mundanas nos homens", "profunda consideração pelas Sagradas Escrituras", revelação dos caracteres "opostos do Espírito de Deus e dos outros espíritos que falsificam suas obras" e "se o espírito que está em ação em meio a um povo opera como espírito de amor a Deus e ao homem, temos aí um sinal seguro de que esse é o Espírito de Deus". Assim era Edwards, nem crédulo nem hipercrítico, sempre examinando os dois lados.

Seu interesse por temas teológicos se evidencia pela amplidão de suas obras, abordando quase todos os temas doutrinários. As vezes, ele tem sido considerado um teólogo-filósofo, por causa de alguns de seus escritos, mas jamais deixou que a filosofia lhe ensinasse a fé ou que o desviasse da Bíblia. Ele extraía das Escrituras as convicções, e a verdadeira estatura dele deve ser aquilatada como um teólogo bíblico.

Como disse J. I. Packer, "por toda a sua vida, Edwards alimentou a alma com a Bíblia; por toda a sua vida, alimentou o rebanho com a Bíblia". Ele é mais freqüentemente estudado por causa da sua descrição agostiniana do pecado humano e da total suficiência da graça de Deus em Cristo por meio do Espírito. Mark Noli diz que, para Edwards, a raiz da pecaminosidade humana era o antagonismo contra Deus; Deus era justificado ao condenar os pecadores que menosprezavam a obra de Cristo em favor deles; a conversão importava uma mudança radical do coração; o cristianismo verdadeiro envolvia não somente compreender algo de Deus e dos fatos das Escrituras, como também um novo senso da beleza, santidade e verdade divinas. Na mente de Edwards, as implicações para a conversão, que o conceito da natureza humana subentendia, ocupavam o lugar principal. Ele dizia que um pecador, por natureza, nunca escolheria glorificar a Deus, a não ser que o próprio Deus mudasse o caráter daquela pessoa ou — segundo a expressão do próprio Edwards — implantasse um novo 'senso do coração' para amar e servir a Deus.

A regeneração, ato de Deus, era a base para as ações humanas do arrependimento e da conversão. Ele cria que o Deus onipotente exigia arrependimento e fé das suas criaturas; então, proclamava tanto a absoluta soberania de Deus quanto a urgente responsabilidade dos homens.

O Tratado das afeições religiosas (1746), baseado numa série de sermões em 1 Pedro 1.8, é um tratado clássico de psicologia da religião. Apesar de sua educação lógica e racional, Edwards argumentava que a religião verdadeira reside no coração, no centro das afeições, emoções e inclinações. Ele detalhava de forma minuciosa os tipos de emoções religiosas que, em grande medida, são irrelevantes à espiritualidade verdadeira. Esse livro termina com uma descrição de 12 marcas que indicam a presença da verdadeira espiritualidade cristã. A primeira era uma afeição que surgia "daquelas influências e operações sobre o coração, que são espirituais, sobrenaturais e divinas". A última era a manifestação de afeições genuínas e verdadeiras, que demonstram seus frutos na prática cristã. A análise cuidadosa de Edwards sobre a fé genuína enfatizava que não é a quantidade de emoções que indica a presença da verdadeira espiritualidade, mas as origens de tais afeições em Deus, e a sua manifestação em obras que o glorifiquem.

Pela influência de seus escritos, ele é considerado o maior teólogo dos Estados Unidos. Lloyd-Jones, que devia muito aos escritos de Edwards, disse: "Eu sou tentado, talvez tolamente, a comparar os puritanos aos Alpes, Lutero e Calvino ao Himalaia e Jonathan Edwards ao monte Everest". Edwards dependia totalmente da graça de Deus, que dominava sua peregrinação intelectual, sempre mantendo seu intelecto e estudos subordinados à Escritura.

A família

Edwards se casou aos 24 anos, em 1728, com Sarah Pierrepont, filha de um pastor. Ela era uma mulher muito inteligente, porém, como seu marido, totalmente devota à glória de Deus e a uma experiência de oração que a levava, algumas vezes, à quase falência física. Sarah sempre acompanhava o marido nos momentos de oração.

Em seu momento devocional diário, Edwards ia a cavalo para um bosque, e caminhava sozinho, meditando. Anotava suas idéias em pedaços de papel e, para não perdê-los, os pendurava no casaco. Ao voltar para casa, era recebido por Sarah, que o ajudava a tirar as anotações. Eles eram profundamente dedicados um ao outro, e entre as últimas palavras de Edwards, quando estava à beira da morte em New Jersey, algumas dirigiam-se a Sarah, que ainda estava em Stockbridge. Ele disse: "Dê o meu mais bondoso amor para minha esposa, e diga a ela que a excepcional união, que tem subsistido entre nós por tanto tempo, tem sido de tal natureza, que eu creio ser espiritual, e, portanto, continuará para sempre". Pensaram que Edwards havia morrido logo depois de dizer isso, e começaram a lamentar; então, ele disse suas últimas palavras: "Confiai em Deus e não precisareis temer".

Eles tiveram 11 filhos, todos cristãos, e sua vida familiar foi um modelo para todos os que os visitaram.

As missões cristãs

Edwards também escreveu um livro intitulado Uma humilde tentativa de promover uma clara concordância e união visível do povo de Deus em extraordinária oração, pelo reavivamento da religião e o avanço do Reino de Cristo na terra (1748). Nessa obra ele faz um apelo às muitas pessoas, "em diferentes partes do mundo, por ex-pressa concordância para se chegar a uma união visível em extraordinária, [...] fervente e constante oração, por aquelas grandes efusões do Espírito Santo, o qual trará o avanço da igreja e do Reino de Cristo". Sua convicção era que, "quando Deus tem algo muito grande a realizar por sua igreja, é de sua vontade que seja precedido pelas extraordinárias orações do seu povo".

Nesse tempo, a condição espiritual das igrejas batistas na Inglaterra era deplorável. John Sutcliff, pastor da igreja batista de Olney, Buckinghamshire, leu o livro de Edwards e propôs aos seus companheiros pastores, na Associação Northampshire, que separassem uma hora na primeira segunda-feira à noite de cada mês para orar, para que "o Espírito Santo possa ser derramado em seus ministérios e igrejas, para que os pecadores possam ser convertidos, os santos edificados, o interesse da religião revificado e o nome de Deus glorificado".

Um grande avivamenro se seguiu a tais reuniões. A influência de Edwards sobre Sutcliff e seus amigos, que incluíam William Carey e Andrew Fuller, foi tal que este escreveu: "Alguns dizem que, se Sutcliff e alguns outros tivessem pregado mais de Cristo, e menos de Jonathan Edwards, eles teriam sido mais úteis", replicando em seguida: "Se aqueles que falam assim, pregassem Cristo metade do que Edwards fazia, e fossem metade tão úteis como ele foi, sua utilidade seria o dobro do que ela é". Por causa da profunda impressão do livro de Edwards, em 1792 esses homens fundaram a Sociedade Batista Particular para Propagação do Evangelho entre os Pagãos — que veio a se tornar a Baptist Missionary Society —, sendo Fuller seu primeiro secretário

O legado

Há pelo menos duas aplicações que podemos fazer. Uma diz respeito à necessidade de avivamento, em nossa época. Devemos temer e combater os excessos que ocorrem nesses despertamentos — que mesmo em Atos aconteceram —, mas não eles. Como Edwards disse: "Pode-se observar que, desde a queda do homem até os nossos dias, a obra de redenção, em seus feitos, tem sido realizada principalmente por extraordinárias comunicações do Espírito Santo". As Escrituras nos exortam a ser cheios do Espírito (Ef 5.18), a provar os espíritos (ljo 4.1) e a não extinguir o Espírito (lTs 5.19). Edwards nos ensina que os despertamentos, à semelhança dos dons, são dádivas de Deus (ICo 12.11), que não podem ser fabricados ou manipulados pelo homem, mas esperados na misericórdia e soberania de Deus.A pobreza da reflexão moderna sobre Deus é evidente. Somos uma geração que perdeu a consciência da beleza da glória do Senhor, quando comparada com o que podemos aprender daquilo que Edwards compartilha conosco:

Deus é um Deus glorioso. Não há ninguém como ele, que é infinito em glória e excelência. Ele é o altíssimo Deus, glorioso em santidade, temível em louvores, que faz maravilhas. Seu nome é excelente em toda a terra, e sua glória está acima dos céus. Entre todos os deuses não há nenhum como ele [...]. Deus é a fonte de todo o bem e uma fonte inextinguível; ele é um Deus todo suficiente, capaz de proteger e defender [...] e fazer todas as coisas [...].Ele é o Rei da glória, o Senhor poderoso na batalha: uma rocha forte, e uma torre alta. Não há nenhum como o Deus [...] que cavalga no céu [...]: o eterno Deus é um refugio, e sob ele estão braços eternos. Ele é um Deus que tem todas as coisas em suas mãos, e faz tudo aquilo que lhe agrada: ele mata e faz viver; ele leva ao túmulo e ergue de lá; ele faz o pobre e o rico: os pilares da terra são do Senhor [...]. Deus é um Deus infinitamente santo; não há nenhum santo como o Senhor. E ele é infinitamente bom e misericordioso. Muitos outros adoram e servem como deuses, são seres cruéis, espíritos que procuram a ruína das almas; mas este é um Deus que se deleita na misericórdia; sua graça é infinita, e permanece para sempre. Ele é o próprio amor, uma infinita fonte e um oceano dele.

Franklin Ferreira

terça-feira, 12 de julho de 2011

JUBILEU DE OURO




Está se aproximando a comemoração de mais um jubileu de ouro das Assembléias de Deus no Rio de Janeiro.


Em 2009 comemoramos o jubileu de ouro do Ministério de Caetés e em 2011 iremos comemorar os 50 anos de uma de nossas congregações.



Serão dias memoráveis e abençoadíssimos na presença de Deus.



Não perca a oportunidade de participar deste evento.

terça-feira, 28 de junho de 2011

100 anos de História da Assembléia de Deus




O Berço em Belém

Na virada do século XX, surge em várias partes do mundo o movimento denominado pentecostal, que difundia uma renovação dos moldes pregados pelas igrejas tradicionais, por meio do batismo com o Espírito Santo.

Contagiados por esta doutrina, os jovens missionários suecos residentes nos Estados Unidos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, receberam como missão pregar o evangelho em uma terra distante e desconhecida, chamada Pará. Foi então que partiram rumo a Belém, onde desembarcaram no dia 19 de novembro de 1910.

Inicialmente, integraram-se à Primeira Igreja Batista do Pará, localizada na Rua João Balbi. Porém, sentiram a necessidade de tomar um novo rumo.

A Missão

Desvinculado da Igreja Batista, o pequeno grupo pioneiro liderado pelos missionários ficou sem lugar para se reunir. Foi então que o casal Henrique e Celina Albuquerque ofereceu a ala de sua casa, na Rua Siqueira Mendes, para o início de uma das maiores obras pentecostais do último século.

Assim, no dia 18 de junho de 1911, na sala do casal Albuquerque, surgiu uma nova igreja, inicialmente chamada Missão da Fé Apostólica. Somente após sete anos de sua fundação, recebeu a denominação de Assembleia de Deus.

O Templo

As reuniões na Rua Siqueira Mendes duraram cerca de três meses. Depois, para facilitar o acesso, a igreja mudou-se para a residência de José Batista de Carvalho, na rua São Jerônimo (atual Avenida Governador José Malcher).

Em 8 de novembro de 1914, os membros passaram a se reunir em seu primeiro templo livre, situado na Travessa Nove de Janeiro. Ali ficaram até 30 de outubro de 1926, quando o pastor Samuel Nyström transferiu a sede da igreja para a Travessa 14 de Março, antigo nº 759. Nesse mesmo local, o pastor Firmino Gouveia inaugurou o atual Templo Central da Assembleia de Deus em Belém no dia 23 de abril de 1988.

Fé sem Fronteiras

Paralelamente à obra desenvolvida em Belém, a igreja caminhava a passos largos para a sua expansão, com cultos públicos em vários lugares, orações pelos enfermos e batismos com o Espírito Santo. A ilha do Marajó, onde os missionários estiveram apenas um mês após o desembarque em Belém, transformou-se em um dos mais ricos berços do movimento Pentecostal Brasileiro.

Começando pelos municípios arredores, o evangelho pentecostal espalhou-se por todo o Estado do Pará. Assim, enquanto Gunnar Vingren cuidava da igreja em Belém, Daniel Berg e um grupo que se formava saiu espalhando a mensagem por lugares como Bragança, Vigia, Timboteua, São Luís do Pará, Capanema, Quatipuru, Bonito, Primavera e Tauari.

O crescimento fenomenal da Assembleia de Deus está ligado diretamente ao trabalho dos leigos. Desde o início, a igreja valorizou o trabalho dos membros. Isso levou a mensagem pentecostal para os lares, praças e ruas e fez a igreja entrar nas prisões, hospitais e prédios públicos. Cada fiel da igreja tornou-se um evangelista. Não demorou muito para alguns desses homens e mulheres cruzassem as fronteiras do Pará.

Os resultados deram à igreja pentecostal a dimensão que hoje vemos. O rápido crescimento exigiu novos líderes e norteou a expansão da nova igreja.

Comemorações Inesquecíveis


A cada ano, a Assembleia de Deus em Belém, comemora sua existência com uma grande festa no Pará e no Brasil. Algumas festas foram marcantes, como o Jubileu de Ouro, em 1961, quando a igreja comemorou meio século de existência. Na ocasião, estiveram presentes o missionário fundador Daniel Berg e o missionário Ivar Vingren, filho do missionário Gunnar Vingren, já falecido na época. A festa do Jubileu não foi apenas local. Em diversas cidades brasileiras, essa data histórica foi igualmente festejada. Nesse período, os pentecostais brasileiros eram estimados em cerca de um milhão de pessoas.

Já em 2001, a igreja celebrou seus 90 anos de bem sucedida história. As comemorações oficiais começaram com uma marcha (com aproximadamente 100 mil pessoas) pela cidade de Belém.

centenário da Assembléia de Deus


Inauguração do Centenário Centro de Convenções reúne mais de 18 mil fiéis

Mais de 18 mil pessoas participaram da primeira celebração religiosa realizada ontem no Centenário Centro de Convenções, em Belém, em homenagem aos 100 anos da Assembleia de Deus. A grandiosa obra, que possui 13 mil metros quadrados de área climatizada, foi erguida ao longo de um ano e sua inauguração marca um século do maior movimento pentecostal do mundo, uma referência para a comunidade evangélica. No local, na Rodovia Augusto Montenegro, próximo ao Estádio Olímpico do Mangueirão, serão realizadas grandes celebrações alusivas ao Centenário até amanhã, dia 18 de junho.

O evento teve início com um louvor entoado com a ajuda de um coral de crianças. A primeira prece realizada dentro do Centro de Convenções foi conduzida pelo presidente da Assembleia de Deus no Pará, Pr. Samuel Câmara, que pediu que os presentes erguessem as mãos e agradecessem a Jesus Cristo pelos 100 anos de história e vitórias. Parentes de Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundadores do movimento pentecostal participaram da inauguração.

Ao lado deles, autoridades paraenses prestigiaram o evento, a exemplo do governador do Estado, Simão Jatene; da primeira dama Ana Jatene; do prefeito de Belém Duciomar Costa; do prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, além de senadores, deputados e vereadores. Helder Barbalho parabenizou a Igreja pela grandiosidade que alcançou. “A partir de Belém surgiu o maior movimento pentecostal do mundo. Isso tornou a cidade uma referência de fé mundial. Parabéns à Assembleia de Deus e a todos que fazem essa grande festa”, declarou o prefeito de Ananindeua.

Já o prefeito de Belém reconheceu o esforço dos fieis em organizar a festa. “Eu sei que foi um sacrifício mobilizar essa nação em prol do Centenário. Isso mostra que todos somos instrumentos da força de Deus que marca sua força no Brasil e no mundo”, disse o Duciomar Costa. Para o governador Simão Jatene, a data concentra muita emoção. “A Assembleia de Deus é um milagre que se renova a cada dia e que dá ao Pará, ao Brasil e ao mundo uma lição de vida. Tenho a certeza que cada pessoa que viveu o Centenário também vê a mão de Deus”, afirmou.

Emoção – A música teve espaço garantido na inauguração. Os cantores Alessandra Prado, Cristina Mel, Gabriel Lima e o grupo Celebrai, entre outros, estiveram presentes. Louvores como “Avante vai”, “Eu vejo a mão de Deus” e “Chego lá” foram acompanhados com muita emoção pelos fiéis. Duas orações foram feitas. Primeiro o Pr. Takayama, conhecido em todo o Brasil, citou passagens da Bíblia que mostram a grandiosidade da fé, que não distingui raças, classes sociais ou grau de instrução. Em seguida, um pastor da Suécia retomou a importância da vinda de seus compatriotas Daniel Berg e Gunnar Vingren para a criação do movimento pentecostal, que atualmente congrega cerca de 700 mil pessoas, somente no Estado do Pará, em seus mais de 4 mil templos.

Foto: Marcelo Lelis

Centenário da Assembléia de Deus


Uma multidão de mais de 70 mil pessoas lotou o Mangueirão no último sábado, 18 de junho, para participar do culto e da celebração musical em comemoração ao Centenário da Assembleia de Deus. A noite foi marcada pela presença do pastor alemão Reinhard Bonnk e por autoridades como o Governador do Estado, Simão Jatene; o Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, e pelo Senador Flexa Ribeiro, além da apresentação de diversos cantores e bandas gospel.

Um momento de destaque para os presentes foi a pregação de Reinhard Bonnk, pastor conhecido principalmente por suas grandes cruzadas evangelísticas através do continente africano.

“Estou muito emocionada com as palavras do pastor, de modo que nos incentiva manter a chama pentecostal acesa. Ele tem uma energia que contagia todo mundo. Podemos sentir a presença de Deus e isso é maravilhoso”, disse Amélia Martins, 69 anos.

O Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, que participou de todo o evento falou ao final da honra de estar presente. “Que a paz esteja com todos. Vim em nome do Senhor para fazer o que ele pediu: que todos nós, discípulos de Jesus, possamos nos reconhecer no amor que nutrimos uns pelos outros”.

O Governador do Estado, Simão Jatene, também se manifestou parabenizando a todos pela grande comemoração do Centenário da Igreja. “Não vim aqui falar. Vim ouvir e viver esse momento de celebração de amor e de vida. Em nome de todos os paraenses eu agradeço e parabenizo a todos os presentes. Que o amor sentido aqui se espalhe para todo o mundo”, disse.

A programação que estava marcada para começar às 19 horas registrou um estádio lotado horas antes do evento. Amparados por um forte esquema de segurança e saúde, incluindo médicos e ambulâncias de plantão, o evento no Mangueirão seguiu até as 23 horas, quando então as pessoas marcharam até o Centenário Centro de Convenções para o Vigilhão do Centenário, que seguiu até a manhã do domingo, 19.

Foto: Tarso Sarraf

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CARTAZ


FOTOS PARA UTILIZAÇÃO EM CARTAZES NA DIVULGAÇÃO DE EVENTOS

































































































































































segunda-feira, 16 de maio de 2011

2º Congresso de Família em Bicas - MG




Nos dias 06, 07 e 08 de maio várias famílias da cidade mineira de Bicas foram abençoadas. A Igreja Batista Central de Bicas promoveu seu 2º Congresso de Família sob o tema: "Família um projeto de Deus". Com a benção do Senhor Jesus a Palavra de Deus foi ministrada abordando: As benção de Deus sobre a família viabilizando a geração de filhos espirituais e tementes ao Senhor, características de um casamento projetado por Deus e os perigos da má administração da bençãos familiares, lutando pela libertação e bem estar familiar, etc.

Foram dias abençoados e que edificaram as familias de Bicas que participaram do evento na igreja e pela rádio local que transmitiu o culto do domingo ao vivo.

Parabenizo os casais que compõe o departamento de família da IBCB pelo sucesso do congresso e agradeço à todos desta estimada igreja pela hospitalidade e carinho que me foram dispensados.

Que o Senhor continue abençoando a todos!

sábado, 30 de abril de 2011

A verdadeira religião


Quem nunca foi confrontado com a pergunta “Qual é a religião verdadeira?” Mesmo os cristãos podem se questionar se estão realmente praticando tudo aquilo que Jesus ensinou. Será que devo me enclausurar e me dedicar à uma vida monástica, abstendo-me de todo prazer, luxo e conforto, como os monges católicos? Devo largar minha profissão secular e estudar para ser ministro do evangelho, no louvor ou na pregação, como muitos cristãos sinceros o fazem? Quem sabe temos apenas que cumprir a regra de ouro, amando a todos, inclusive os que nós consideramos “inimigos”, suportando, inclusive suas práticas incompatíveis com a doutrina cristã? Como posso ter certeza que a minha vida está sendo guiada e santificada pelo Espírito Santo, contribuindo para a implantação e desenvolvimento do Reino de Deus?

Felizmente, Deus não nos deixa “na mão” em nenhum aspecto de nossas vidas desde que a entregamos a Ele. O Senhor pode, de várias formas, nos guiar no nosso desenvolvimento; seja através de nossos líderes, de nossos irmãos em Cristo, através de revelações, da Palavra escrita,... Neste texto, vou ressaltar este último método pois, creio, ser o mais inconfundível e autorizado meio que Deus utiliza para falar com cada um de seus filhos.

Peculiaridades do Livro de Tiago

Os cinco capítulos do livro de Tiago são muito conhecidos, principalmente em virtude do aparente contraste com as cartas de Paulo, no tocante à justificação. Críticos da Bíblia afirmam que há grandes contradições entre os ensinos dos dois escritores: Paulo ensina que a justificação é pela fé, enquanto Tiago declara que a justificação é por obras. Obviamente, esta aparente contradição foi facilmente desfeita. Ambos os escritores declaram que a salvação é um dom gratuito de Deus, embora cada um deles tenha realçado alguns aspectos particulares desta doutrina. Paulo fala acertadamente quando dizia que a justificação é pela fé: não há outra forma de obter o perdão de Deus e escapar da justa ira divina vindoura a não ser tendo fé nAquele que veio para nos salvar, Jesus Cristo. E Tiago concordava com isto. Entretanto, ele quis mostrar aos destinatários de sua carta que a salvação naturalmente implicava em boas obras, já que o poder salvífico de Deus opera nas vidas daqueles que realmente são convertidos. Resumindo: A salvação vem pela fé, mas a fé é demonstrada através das boas obras que resultam da salvação: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef. 2:10).

Desfeita esta ‘dificuldade’, vamos nos ater ao conteúdo principal deste texto: os aspectos da verdadeira religião. A grande ênfase que a carta de Tiago exibe está numa exposição clara e simples da vivência prática do evangelho. Neste ínterim, os três primeiros capítulos são os mais expressivos.

Gozo e paciência no meio das provas

Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma (Tg 1:2-4)

Não é incomum que aqueles que seguem a Jesus Cristo sejam alvo de grandes dificuldades, estejam elas no âmbito espiritual, emocional ou físico. Jesus já havia dito: “no mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16:33)”. É pouco provável que durante a nossa vida cristã não venhamos a enfrentar problemas. E qual a reação que nós, cristãos, devemos ter? Jesus disse que teremos paz; mas como isto funcionará se às vezes parece que estamos sob “fogo cruzado”?

Primeiramente, ao salvar-nos, Jesus reatou o relacionamento do homem com Deus. Antes estávamos em rebeldia e sob a ira Dele; agora, estamos em paz com o Senhor, considerados como filhos Dele e Seu Espírito habita em nós. A paz que temos não é a paz que o mundo tem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14:27)”. Eu costumo dizer que a paz de Deus é uma “paz no meio da tribulação”. Destarte, não é algo que temos que procurar; a segurança da salvação nos faz crer que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28)”. Contudo, devemos nos alegrar de passar por provações, pois elas resultarão num aprimoramento do nosso ser. É a certeza de que Deus está trabalhando na nossa vida, produzindo um fruto de paciência (Veja Gálatas 5.22). A analogia com o ouro é muito boa: quanto mais quente, mais o ouro “sofre”. Mas com este “sofrimento”, toda a impureza é separada, ficando apenas o puro ouro.


O ourives celestial está tratando de nós para aumentar o nosso valor.


Que o Senhor Jesus te abençoe!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Teólogo afirma que Evangelho só vale neste planeta



Às vésperas do planejamento de uma provável viagem de exploração de Marte, o teólogo francês Eresi’a di Grace afirma em seus estudos que o alcance do Evangelho e todos os mandamentos contidos na bíblia se restrigem ao planeta Terra, deixando os cosmonautas que se aventurarem em outros planetas livres para serem ateus sem medo de condenação. “- A bíblia é clara quando diz que devemos ir por todo o mundo pregar o evangelho. Mas agora vivemos uma época pós-bíblica, onde astronautas e demais pessoas que se aventurarem a compor colônias exploratórias em outros planetas estarão completamente livres do cristianismo. Portanto fora deste planeta é licito cobiçar a mulher alheia, roubar, matar ou praticar sexo com animais.” – afirma Eresi’a em seu novo livro “Dane-se Deus… eu vou é pra Marte!“. Motivados pelo estudo de Eresi’a, algumas denominações já planejam criar colônias de férias para pastores em Marte, visando aliviar a tensão provocada pela aparência de santidade necessária na condução do rebanho.


“- Seria uma benção poder sair de férias sem se preocupar em manter as aparências. Com certeza haverá uma diminuição nos casos de adultério, pois agora podemos esperar pacientemente pelas férias, onde as puladinhas de cerca não terão jurisdição bíblica para servirem de condenação para nós servos de Deus” – salienta o Pr João Fidelidade, titular da 1ª Igreja Intergaláctica do Império do Pastor.


Como resposta a está ridícula, porém maliciosa reportagem, limito-me a utilizar aquela que é a verdade e que por meio da qual terremos que responder por nossos atos.


" Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá." (Sl 139. 2-10)


Obs: Ser guiado e sustentado é só para filhos de Deus. Agora, ser observado é para qualquer ser humano independente do espaço geográfico.







terça-feira, 8 de março de 2011

MULHERES VALOROSAS DE DEUS

As mulheres do Reino de Deus são aquelas que trabalham tanto nas fileiras de frente das “mesas” de oração como nos bastidores. Planejam e organizam tudo a fim de que o trabalho do Senhor seja realizado, sendo bênçãos de Deus para a Sua Igreja. Elas investem seu tempo certificando-se de que as coisas estão em ordem e apóiam o ministério com suas orações.

Os sacrifícios das mulheres, principalmente das mulheres de obreiros, vão além de quaisquer sacrifícios físicos ou financeiros. Elas sacrificam muitas vezes suas emoções e seus sentimentos para que o marido esteja preocupado somente na solução dos problemas do povo. Durante o dia, enquanto seus maridos trabalham, muitas vezes enfrentam a solidão e necessidade de resolução de problemas. Entretanto, possuem força suficiente para superá-los com a ajuda do Espírito Santo. Isso, porque elas tem um relacionamento especial com Deus – Ele é o seu melhor Amigo.

Mulheres que nos tempos modernos tem acumulado muitas funções. Trabalham e administram suas casas, cuidam dos filhos, desenvolvem trabalhos na igreja e se realizam profissionalmente – muitas vezes com carga horária de trabalho extremamente puxada.

Quando acaba o dia, muitas vezes param e pensam: “Apenas vinte e quatro horas por dia não é suficiente!”.

Não são “mulheres maravilhas”, mas fazem parte da tropa de elite do exército que o Senhor vem levantando neste tempo, mulheres equilibradas, que vão a luta, são corajosas, trabalhadoras, inteligentes, ótimas profissionais e mães. O diferencial entre estas mulheres e as demais é que, ao mesmo tempo em que executam suas tarefas, escolhem um tempo do seu dia para estar aos pés do Senhor, como Maria de Betânia fez.

Dentre essas valiosas mulheres, gostaria de destacar minha esposa Carol que além de todas as qualidades citadas é a minha pedra preciosa, meu tesouro, aquela que a minha felicidade está no fato dela estar feliz.
A todas vocês mulheres, meu respeito, carinho e orações em ações de graças por esse importante dia.

Que o Senhor continue as abençoando!

Pr. Vladimir Calisto

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

IV EEDEC

Prezados encontristas,

Conseguimos realizar mais um EEDEC.

O que possibilitou isso, foi a benção do Senhor Jesus e a colaborações de todos que unidos abraçaram a causa da educação religiosa.

Aos pastores das diversas igrejas que foram ali representadas, aos palestrantes e componentes da mesa-redonda, à equipe de organização do evento, aos ofertantes, e
xpresso o meu carinho e gratidão!

Espero vocês em 2012.

Gd abraço à todos e que o Senhor continue os abençoando!


ABAIXO ESTÁ POSTADO O CONTEÚDO DAS PALESTRAS DO IV EEDEC - ENCONTRO DE EDUCADORES E ESTUDANTES CRISTÃOS.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Como ser cristão em um mundo corrompido?

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes ao país, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também.
(2 Tm 3:1-5).
Estamos vivendo dias difíceis onde a Palavra Profética se cumpre de uma maneira cabal. Quando olhamos para o quadro em que estamos inseridos sentimos um grande temor pela responsabilidade que temos diante do nosso Deus. Todos os segmentos de nossa sociedade estão sofrendo uma deterioração assustadora. Ao olhar os noticiários diários ficamos assustados com o quadro desolador que estamos vivendo. A violência está num nível quase que fora de controle, as pessoas estão vivendo em constante quadro de stress, a impressão que temos é que todos estão vivendo a beira de um colapso.
Um dos grandes problemas que estamos enfrentando também é o descrédito com relação às Instituições e isso atinge também a Igreja. Neste caso somos atingidos em cheio. Os exemplos que tem aparecido na mídia, apresentando os exemplos negativos de líderes espirituais (que deveriam ser os bons exemplos) o que ocorre é que estes se tornam pedras de tropeço e, além de perderem a credibilidade, atingem também outros que vivem uma vida santa diante de Deus.
Este é o ambiente em que a Igreja está inserida, com o desafio de ser “Luz” em meio às trevas e precisa ser relevante em meio a uma sociedade corrompida.
O grande desafio que se nos apresenta é:
Como viver neste ambiente? Como influenciar e fazer a diferença?
Creio que a resposta está na própria Bíblia Sagrada. Somos prevenidos com relação aos últimos dias, tanto nos Evangelhos no chamado Sermão Escatológico de Jesus Cristo em Mateus 24 e 25 como exemplo, como também, mas Epístolas Paulinas (I e II Tm) e na 2ª Carta de Pedro, a palavra nos mostra a “doença” e prescreve o remédio.
Não quero ser simplista, mas creio que a solução é de fato muito simples: viver a essência do Evangelho de Jesus Cristo.
Quando Cristo fala sobre sermos “sal” e “luz”, ainda que pareça apenas uma ilustração de sua mensagem, na verdade Ele está falando do grande segredo, ou seja: A Chave para a vitória do crente e da Igreja.
Analisemos brevemente o termo “luz”, a título de exemplo.
Encontramos em Êxodo 25:31-37, o Eterno Deus falando a Moisés sobre A Menorá e o azeite para as lâmpadas.
Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores serão do mesmo. E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do candelabro de um lado dele, e três hastes do outro lado dele. Numa haste haverá três copos a modo de amêndoas, um botão e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra haste, uma maçã e uma flor; assim serão as seis hastes que saem do candelabro. Mas no candelabro mesmo haverá quatro copos a modo de amêndoas, com seus botões e com suas flores; E um botão debaixo de duas hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; assim se fará com as seis hastes que saem do candelabro. Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para iluminar defronte dele.
Todos sabem dos significados proféticos e a importância destes objetos do Tabernáculo principalmente a Menorá com suas lâmpadas que falam de Cristo e também da igreja como Luz do Mundo.
Em Êxodo 27:20, o Eterno Deus fala a Moisés:
“Ordene aos Israelitas que lhe tragam azeite puro de olivas batidas para a iluminação, para que as lâmpadas fiquem sempre acesas”
Em Cristo vamos ver o cumprimento completo desta profecia deste o momento do Seu nascimento quando Simeão profetiza a Seu respeito como Ele sendo: “...Luz para revelação aos gentios...”.
Vejamos Lucas 2:25-32:
“Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei, ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos. Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.”
Mais adiante ainda, o próprio Messias se apresenta como Luz do Mundo.
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. ((João 8:12)
Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei. Ora, a multidão que ali estava, e que a ouvira, dizia que havia sido um trovão. Outros diziam: Um anjo lhe falou. Respondeu Jesus, e disse: Não veio esta voz por amor de mim, mas por amor de vós. Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isto, significando de que morte havia de morrer. Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem? Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles.(João 12.27-36).
Quando cumpre a Sua Obra ao se apresentar aos Seus discípulos Ele os comissiona dando autoridade espiritual e enviando-os como também foi enviado pelo Pai.
Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. (João 20.21)
O conceito de “Luz” e “Trevas” para os filhos de Deus e os filhos do maligno é muito antigo. Foi muito enfatizado pelos essênios. Os documentos encontrados em Qunran mostram estes zelosos homens judeus esperando o fim dos tempos onde haveria a luta final entre os “Filhos da Luz e os filhos das Trevas”.
O ministério de Jesus Cristo foi marcado com estas duas palavras: luz e trevas, andar em luz ou andar em trevas, obras da luz e obras das trevas.
Lemos em Efésios 5.8 o seguinte:
“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.” I João 1.5-7
E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Este texto fala das marcas dos verdadeiros salvos, ou seja, a luz. Com este pensamento quero concluir este pequeno artigo com um pensamento que tenho a respeito da igreja dos últimos dias.
Ainda que o Poder da Palavra DE DEUS continue inalterado, a Palavra em si é poderosa e nunca voltará vazia, mas hoje será preciso que esta palavra seja acompanhada com autoridade espiritual. Aquele que fala desta Palavra não pode ser apenas um “papagaio” repetidor de “jargões” e “frases feitas”, será preciso também apresentar as Obras de Cristo, ou seja, ser: Luz.
Por muito tempo a chamada Igreja Evangélica foi muito boa em discursos, palavras, etc., nunca se importou muito com outros aspectos da vida cristã, ou seja, o Evangelho Holístico (falando grosso modo), o pensamento era somente com a salvação da ALMA, olhava somente para a eternidade como se as pessoas fossem feitas somente de espírito e alma e não tivessem corpo, vida, etc., aliado a isso a enxurrada de escândalos dos chamados evangélicos tem nos feito corar de vergonha, sabemos que são sinais deste tempo. Por isso creio que nestes dias será preciso um comportamento que autentique a mensagem, a vida, a obra, a conduta da igreja falará mais forte que a mensagem, mais que nunca o crente precisará ser verdadeiramente “Luz”.
Simples mas não é o que estamos vendo. As crises, as perseguições com certeza nos levam a refletir nossas posições num mundo tão corrompido.
Esta é à hora do povo de Deus se levantar, “cada lâmpada” precisará de azeite, o azeite que Deus quer para estas lâmpadas é o azeite “prensado”, ou seja, tirado com dor no Getsemâni, isso fala de quebrantamento, arrependimento e renúncia. Quando isto começar a acontecer e creio que já esta acontecendo, a Luz de Cristo na Igreja brilhará de uma maneira maravilhosa neste mundo de trevas e todos verão a maravilhosa Glória de Deus.

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