terça-feira, 19 de maio de 2009

sede de Deus


A coleção “Para os filhos de Coré” possui doze salmos (Sl 42–49; 84–85; 87–88).

Primeiramente, o Salmo 43, ao contrário do Salmo 42, não possui cabeçalho, mas segue a mesma seqüência temática do Salmo 42. Por isso, é bastante forte a opinião dos principais exegetas de que, originalmente, os Salmos 42 e 43 formavam uma única oração.

42:1-2
O salmista tinha uma sede não saciada de Deus comparando-a a agonia lenta da corça em dias de seca (Jl 1.2) / Alguns comentaristas ainda interpretam como a água sendo o despistador contra os caçadores. Ao tempo do salmista, havia muitos cervos nos desertos de seu país; perseguidos pelos cães, encontravam salvação nos riachos profundos, nos quais mergulhavam e não podiam ser alcançados. A água, para eles, era a salvação. Pra nós a água da Palavra de Deus conduz à salvação em Cristo Jesus. “O vós, todos os que tendes sede, vinde às águas...” (Is 55.1)
Porém, o quadro descrito pelo estado interior do salmista é mais profundo que uma suposta perseguição. Leiamos Jr 14.1-6 “A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, a respeito da grande seca. Anda chorando Judá, e as suas portas estão enfraquecidas; andam de luto até ao chão, e o clamor de Jerusalém vai subindo. E os seus mais ilustres enviam os seus pequenos a buscar água; vão às cisternas, e não acham água; voltam com os seus cântaros vazios; envergonham-se e confundem-se, e cobrem as suas cabeças. Por causa da terra que se fendeu, porque não há chuva sobre a terra, os lavradores se envergonham e cobrem as suas cabeças. Porque até as cervas no campo têm as suas crias, e abandonam seus filhos, porquanto não há erva. E os jumentos monteses se põem nos lugares altos, sorvem o vento como os chacais; desfalecem os seus olhos, porquanto não há erva.” Contextualizando o texto bíblico muitos hoje vivem um momento de seca, onde parece que a vida na casa do Senhor não tem sentido. É só rotina, mesmice e robotização. Entretanto, devemos ter vivo em nós que a nossa vida é feita de projetos. Quando eles se realizam, dizemo-nos felizes. Quando não se realizam, ficamos tristes.
No entanto, é bom distinguir cada tipo de tristeza. Existe a tristeza temporária e a tristeza permanente; a tristeza como uma circunstância e a tristeza como uma condição; a tristeza quando não somos bem tratados ou discriminados numa loja ou numa igreja; a tristeza quando não conseguimos comprar um produto que tanto almejávamos ou, quando o recebemos, notamos que não tudo o que desejamos que tivesse; a tristeza quando perdemos uma pessoa querida, por morte ou por separação; a tristeza quando somos obrigados a ficar em casa, embora quiséssemos estar em outro lugar; a tristeza quando alguém a quem amamos está sofrendo; a tristeza quando somos confrontados com a miséria social de nosso mundo. Enfim, ainda existe a tristeza quando estamos cansados física, emocional ou espiritualmente.
Para cada uma destas expressões da tristeza, há um caminho a ser percorrido.
Existe também outra forma de tristeza, aquela que não é devido a algum fato externo que interveio em nossa caminhada da fé. Não foi produzida por circunstâncias da vida. Falo da tristeza sem uma causa aparente, mas que é capaz de levar à angústia. Angústia que muitas vezes consome grande parte do dia, que impede de enxergar as grandes bençãos que o nosso Deus já nos concedeu. Mas existe um disco de DVD com parte da nossa história que precisamos colocar no aparelho e assistir, onde o roteiro fala das promessas de Deus para nossas vidas.

Em outro salmo o lamento tem o mesmo tom: "A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me conforme a tua promessa" (Salmo 119.28). O salmista sabe que as promessas do Senhor são infalíveis e que elas ao seu tempo se cumprirão, mas enquanto não se cumprem servem de fortalecimento no momento de aflição.

Então, não desista erga a cabeça e avance para o alvo.

Tenha um dia abençoado!

Em Cristo, que é a nossa Viva Esperança.





Pastor Vladimir Calisto

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