quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lições Bíblicas CPAD - I Coríntios




O propósito do texto abaixo é fornecer algumas informações extras para ajudar você professor da Escola Dominical na preparação da sua aula.

Que o Senhor te abençoe!

“Porque a sabedoria serve de defesa...mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor.” (Ec 7.12)



A IGREJA EM CORINTO


Sua fundação
Corinto, pelos seus portos passava o comércio do mundo, onde se defrontavam os produtos do Oriente e do Ocidente. Os cristãos de Corinto se reuniam em casas, ou salões, ou onde lhes fosse possível. Havia milhares de cristãos em Corinto que se reuniam em pequenas congregações, cada qual com o seu próprio dirigente. Isso, conjugado com o egoísmo e soberba de alguns fez com que se tornassem rivais, competindo entre si, em vez de cooperarem conjuntamente na causa geral de Cristo.Alguns gregos, no seu gosto pelas especulações intelectuais e no seu orgulho pelos conhecimento, envaideciam-se muito das interpretações filosóficas que davam ao cristianismo. Por outro lado, os judaizantes apareceram insistindo que os gregos não podiam ser cristãos sem observar a lei mosaica (cap 1:22).


É-nos fornecido um esboço sobre a história primitiva da igreja cristã de Corinto em At 18. Em 50 D. C., ou mais ou menos neste tempo, Paulo se deslocou da Macedônia, atravessando o terreno bastante pedregoso de Atenas, até chegar ao mar mais vivo de Corinto. Estava com espírito bastante abatido (1 Co 2:3). Ficou com um casal de judeus, Áqüila e Prisca, que provavelmente já eram crentes cristãos, e que haviam sido expulsos de Roma recentemente. A primeira igreja de Corinto, portanto, teve início na casa de Áqüila. Mas, segundo era seu costume re­gular, Paulo começou a pregar na sinagoga, segundo seu direito, trazendo convicção sobre o caráter messiânico de Jesus entre os mem­bros da comunidade judaica e entre alguns poucos gentios interessados. Uma adição ao partido cristão foi a chegada de Silas e Timóteo, que traziam boas notícias da Macedônia (cf 1 Ts 3: 6), e isso infundiu forças novas na pregação de Paulo. Mas isso provocou forte reação por parte da comunidade judaica, o que culminou no rompimento entre Paulo e a sinagoga. Daí por diante seu ministério em Corinto foi realizado predominantemente entre os gentios; porém, seu primeiro centro gentio ficava na porta visinha à sinagoga, na casa de um gentio temente a Deus, Tício Justo. É provável que, tal qual noutros lugares, os indivíduos tementes a Deus se tenham reunido em torno do Evan­gelho, mas alguns judeus também aderiram, incluindo o chefe da Sinagoga, Crispo (cf 1 Co 1:14), talvez seguido por seu colega ou sucessor, Sóstenes. Muitos habi­tantes da cidade daí por diante creram no Evangelho e foram batizados - mas não por Paulo (1 Co 1:14).

Essa situação deve ter tido tanto seus pe­rigos como suas dificuldades. O estado men­tal de Paulo, no inicio de suas pregações em Corinto, já foi mencionado. Houve um pe­ríodo qualquer durante o qual Áqüla e Prisca arriscaram suas vidas por causa de Paulo (Rm 16:3), talvez quando era hóspede deles em Corinto. Alguma preocupação aguda deve ter sublinhado a visão que lhe foi dada (At 18:9 e segs.) assegurando-lhe a proteção di­vina e a existência de um grande número de almas que Deus possuía em Corinto. O con­flito chegou ao clímax quando os judeus acusaram Paulo perante o tribunal procon­sular; porém, quando Gálio se negou a tratar de uma disputa que ficava fora de sua juris­dição (e compactuou com uma exibição vio­lenta de anti-semitismo por parte de alguns), Paulo ficou certo que por enquanto nada havia a temer do poder civil, e que o des­prezo judaico não podia pôr a lei de lado.

A permanência de Paulo em Corinto se prolongou pelo período (incomum para ele) de dezoito meses (At 18: 11 ). Ao partir, le­vou consigo Áqüila e Prisca; mas em Éfeso o casal foi de grande beneficio espiritual para outro rabino cristão, chamado Apolo, que se mudou para Corinto e logo deixou marcante impressão. Que por seu intermé­dio houve novas conversões entre a comuni­dade judaica transparecendo em At 18:28; a lin­guagem de Paulo também pode sugerir um ministério mais profundo, instrutivo (1 Co 3:6). Outros mestres cristãos se fizeram presentes. Em Corinto havia um grupo par­tidário de Cefas (1 Co 1: 12); contudo isso não implica necessariamente numa visita pessoal de Pedro, pois tal partido pode ter sido formado por judeus convertidos vindos de outras igrejas. Mas não há dúvida que os falsos apóstolos, tão veementemente ataca­dos em 2 Co 11, eram judeus, os quais se vangloriavam do fato de serem israelitas (cf vs 22). Corinto não sentia falta de 'ins­trutores em Cristo' (1 Co 4:15).

Sua composição
Por todos esses motivos parece que a igreja em Corinto era bastante grande (At 18:8-10), e livre do perigo de perseguição iminente: de fato, os crentes de Corinto des­frutavam de mais segurança que os apóstolos (1 Co 4:9 e segs.). Contava com alguns ju­deus convertidos em sua comunidade, ainda que fosse predominantemente gentia e ex-­pagã em seu caráter, contando com significa­tiva proporção de membros vindos de um passado de vicios (1 Co 6: 11). As tendências judaizantes, maldição das igrejas cujos mem­bros haviam sido treinados na sinagoga, pa­recem não ter tido muita influência em Co­rinto: estavam presentes (exemplo, 1 Co 12:18), mas apenas incidentalmente; e os pró­prios pseudo-apóstolos judaicos, mencionados na segunda epístola aos Coríntios, que que­riam impor seu 'outro evangelho', pareciam mais preocupados em enegrecer o caráter de Paulo do que em conseguir conformidade com a Torah. Por outro lado, os hábitos pagãos (1 Co 6:15), os clubes pagãos (1 Co 8 e 10), as refeições em templos pagãos (1 Co 10:27 e segs.), eram coisas que faziam parte do ABC dos prosélitos e dos tementes a Deus, e foram justamente essas as coisas a que Paulo deu mais atenção.


Vênus ou Afrodite era a principal divindade de Corinto. No seu templo, haviam mil sacerdotisas, prostitutas públicas, mantidas às expensas do povo, onde sempre estavam prontas para se entregar a prazeres imorais, como culto à deusa.

Carne sacrificada aos ídolos - haviam muitos deuses na Grécia; e um fato importante: parte da carne exposta à venda nos mercados públicos já tinham sido antes oferecido em sacrifícios aos idólos. A questão em foco envolvia não só o uso de carne, como também a participação em festas sociais dos seus amigos pagãos, fosse nos templos do paganismo ou nas casas destes, acompanhando-se de vergonhosa lincesiosidade. Essa carne era proibida a judeus porque não era kosher (comida permitida por lei) e por ser contaminada pela idolatria. Para os gentios que se tornaram cristãos, a mesma carne também era proibida porque os lembrava de suas vidas anteriores como pagãos.

Socialmente, a igreja cobria larga escala: que contacto teria tido o rico tesoureiro da cidade, Erasto, ordinariamente, com o refugiado seleiro judeu Áqüila, ou com os es­cravos domésticos de uma senhora chamada Cloe? Entretanto, a linha de diferenciação entre os importantes e os não-importan­tes desaparecia inteiramente na mesa da co­munhão 1Co 11: 21 e seg,). Pelo menos o propósito divino era este, mas fazendo uma análise do contexto histórico de I Co 11:17-34 sobre a Ceia do Senhor, observamos que: Na religiosidade pagã pessoas mais ricos traziam comida e bebida para certas reuniões de culto, destinadas a uma “festa de amor, ou fraternidade” (Jd vs 12), que se celebrava a comunhão entre todos. Essa festa, em Corinto, parece influenciado o comportamento dos membros da igreja no que se refere a Ceia do Senhor. Os que traziam alimento comiam-no com os da sua roda íntima, sem esperar que toda a congregação se reunisse. Imitando as bebedeiras dos pagãos em seus templos, tornavam assim, as suas “festas de amor” em ocasião de glutonaria, perdendo de vista, inteiramente o significado da Ceia do Senhor.

Embora a maio­ria de seus membros não pertencesse às clas­ses nobres ou educadas (1 Co 1:26), havia um ar de pretensão social e intelectual naquela congregação, os soberbos, não diferente dos dias atuais. Deliciavam-se na re­tórica barata (1 Co 1:20 e segs.; 2:1 e segs), faziam comparações entre seus mestres, mas baseadas num falso critério (1 Co 3:4 e segs.), assumindo atitude de confortável superiori­dade (1 Co 4: 10 e segs.), e modificavam algumas das doutrinas mais 'cruas' de Paulo, para torná-las mais aceitáveis aos homens educados contemporâneos (1 Co 15:12).

A tendência dos coríntios para as facções e divisões (exemplo, 1 Co 3:3; 11:18 e seg.; 2 Co 12:20) pode ser associada com isso. Os partidos tomavam os nomes dos diversos mes­tres cristãos como bandeiras (1 Co 1: 12). Cer­to conflito entre os membros arrastava-se nos tribunais pagãos (1 Co 6: 1, 6). Perversões opostas eram exibidas lado a lado; o incesto era tolerado (1 Co 5:1) enquanto que outros negavam que a vida casada poderia ser santa (1 Co 7). Até que ponto essas divisões representavam rivalidades e antipatias sociais e comunais pré-existentes, numa numerosa e diversa comunidade, agora postas à mostra numa forma cristianizada, na assembléia que os unia, não podemos dizer. Certamente Paulo não sugere que as divisões se referiam a alguma doutrina central. Pelo contrário, os corintíos estavam se comportando ‘segundo o homem’ (1 Co 3:3), cedendo às tensões tradicionais e alimentando os preconceitos, a inveja e o ódio.

Um comentário:

  1. mui bom!!!! q Deus te abençoe muito, seja sempre essa fonte inesgotavel q vc é nas mãos de Deus.Valeu!!!!!

    Arivelton de Jesus.

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Graça e Paz de Cristo!
É muito bom e importante ter você comentando minha postagem.
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Que Deus continue te abençoando!
Fraternalmente,
Vladimir Calisto

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